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Ama torturada pela família Kadafi

Ama torturada pela família Kadafi

Shewyga Mullah, natural da Etiópia, foi torturada com água a ferver por se recusar a bater num dos filhos de Hannibal Kadafi que não parava de chorar. Os abusos desumanos prolongaram-se por vários meses e a ama sofreu queimaduras graves em grande parte do corpo. Veja o vídeo.

A mulher, de 30 anos, que foi descoberta por uma equipa da cadeia norte-americana CNN na casa de praia de Hannibal, filho do ditador líbio, relatou os horrores que sofreu às mãos do clã mais rico do país africano, sublinhado que as torturas aos empregados eram comuns dentro do complexo residencial da família.

A etíope chegou à Líbia há cerca de uma ano para tomar contar dos dois filhos de Hannibal Kadafi, mas nunca recebeu qualquer ordenado. Os casos de violência iniciaram-se há uns meses quando se recusou a bater, por ordem da própria mãe, na menina que tinha a seu cargo e que não parava de chorar.

"A minha patroa levou-me para casa de banho e amarrou-me as mãos atrás das costas. Pôs-me fita adesiva na boca e começou a atirar-me água a ferver pela cabeça", relatou.

Depois das repetidas torturas, a família Kadafi manteve a ama afastada dos restantes empregados e não permitiu que esta procurasse tratamento hospitalar para as extensas queimaduras.

Passou vários dias à fome, até que um dos seguranças privados da família encontrou-a e levou-a ao hospital, mas acabou por ser também ameaçado de tortura caso voltasse a repetir a "boa acção".

A violência terminou quando os familiares de Kadafi fugiram de Trípoli, para não serem capturados pelos rebeldes, e abandonaram Shewyga Mullah.

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