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Barack Obama recebeu Nobel da Paz e justificou o uso da força

Barack Obama recebeu Nobel da Paz e justificou o uso da força

Barack Obama já recebeu o Prémio Nobel da Paz, numa cerimónia na câmara municipal de Oslo. No seu discurso, reconheceu as críticas pela escolha do presidente de um país em guerra mas salientou o direito em agir para proteger os Estados Unidos.

Para além da medalha de ouro, o Prémio Nobel da Paz consiste na atribuição de um valor monetário superior a um milhão de dólares, que Barack Obama anunciou que irá doar a actividades de solidariedade.

No seu discurso oficial, o presidente norte-americano defendeu que o uso da força foi algumas vezes justificável, especialmente a nível humanitário e no caso da al-Qaeda, uma vez que as negociações não iriam conseguir por as armas de lado.

Considerando que os conflitos violentos não serão erradicados na nossa era, o Nobel da Paz disse que haverá alturas em que as nações terão de lutar guerras justas e que não ficará imóvel perante ameaças ao povo americano.

"Quando a força é necessária, temos o direito moral e estratégico em nos regermos por certas regras de conduta”, disse, “mesmo quando enfrentamos um adversário sem regras”.

Barack Obama referiu que esse é um factor diferenciador face aos inimigos dos EUA. “É a chave da nossa força. Por isso proibi a tortura. Por isso ordenei o encerramento de Guantanamo. E é por isso que reafirmei o empenho Americano com as convenções de Genebra”, sublinhou.

O laureado apelou ainda à acção contra países que violam as leis internacionais, nomeadamente com sanções que tenham consequências reais, referindo-se ao Irão e Coreia do Norte no âmbito do desenvolvimento de armas nucleares.

E garantiu que os Estados Unidos vão estar sempre ao lado daqueles que lutam pela liberdade no Irão, na Birmânia ou no Zimbabué.

"Somos testemunhas da dignidade pacífica de reformadores como Aung San Suu Kyi (opositora birmanesa), da coragem dos zimbabueanos que depositaram os seus boletins de voto apesar da violência e das centenas de milhares de pessoas que marcharam em silêncio pelas ruas de Teerão".

"Isso diz muito sobre como os dirigentes desses regimes receiam mais as aspirações das suas próprias populações que a potência de qualquer outra nação".

O Comité Nobel Norueguês surpreendeu muita gente, incluindo o próprio laureado, com o anúncio da distinção de Barack Obama a 09 de Outubro, menos de nove meses de ter assumido as funções de presidente dos Estados Unidos.

O Comité justificou a escolha com "os esforços extraordinários (de Obama) para o reforço da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

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