EUA

Casa Branca diz que críticas de Trump aos serviços de informações são "profundamente erradas"

Casa Branca diz que críticas de Trump aos serviços de informações são "profundamente erradas"

As críticas de Donald Trump dirigidas aos serviços de informações norte-americanos são "profundamente erradas", afirmou esta quarta-feira o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

O Presidente eleito, que será o chefe destes serviços após a sua tomada de posse em 20 de janeiro, questionou por diversas vezes a qualidade do seu trabalho e da sua lealdade no decurso da conferência de imprensa que hoje promoveu em Nova Iorque.

Pelo contrário, Josh Earnest elogiou os membros destas organizações, caso da CIA, definindo-os como patriotas que durante décadas serviram os Estados Unidos como militares ou atuando na sombra.

Trump disse hoje na conferência de imprensa que acredita que a Rússia esteve por trás das fugas de informação do Comité Nacional Democrata, mas também criticou asperamente os serviços secretos norte-americanos.

"Acho que foi a Rússia, mas também somos 'hacked' por outros países e outras pessoas. O Comité Nacional Democrata estava completamente aberto a ser 'hacked'. Fizeram um muito mau trabalho", disse.

A conferência de imprensa, que aconteceu na Torre Trump na Quinta Avenida, foi a primeira do Presidente eleito desde julho, quando ainda era o candidato presidencial dos republicanos.

"Se Putin gosta de Donald Trump, adivinhem, isso chama-se uma vantagem e não um defeito", explicou, questionado porque é que não tinha sido alvo dos mesmos ataques.

A CNN, o Washington Post e o New York Times, entre outros, publicaram na terça-feira notícias citando um relatório dos serviços de informações dos EUA segundo o qual a Rússia tem informação comprometedora suficiente para "chantagear" Donald Trump.

Trump chamou as notícias de "uma desgraça" e criticou os órgãos de informação CNN e Buzzfeed por publicarem o relatório integralmente.

Ainda sobre a Rússia, disse que Putin não "devia estar a fazê-lo [espionagem eletrónica a organizações americanas] e não o vai fazer."

"A Rússia vai ter muito mais respeito pelo nosso país quando o estiver a liderar do que quando outras pessoas o lideraram", disse.

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