Myanmar

Uma dúzia de prémios Nobel em defesa da minoria rohingya

Uma dúzia de prémios Nobel em defesa da minoria rohingya

Laureados com o Nobel, ex-presidentes e ministros dos negócios estrangeiros pediram a intervenção imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas para impedir os "crimes contra a humanidade" que sofrem os rohingyas em Myanmar.

"A tragédia humana e os crimes contra a humanidade que estão a acontecer na região de Arakan (estado de Rakhine) na Birmânia precisam de intervenção imediata", apelam cerca de 30 personalidades numa carta aberta, lançada em Daca pelo escritório do prémio Nobel da Paz Muhammad Yunus, do Bangladesh.

Os signatários, incluindo a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, pedem medidas "efetivas" e advertem que, caso contrário, a situação vai piorar. Apelam ao Conselho de Segurança que pressione Myanmar (antiga Birmânia) a implementar as recomendações feitas, em agosto, pela Comissão presidida pelo antigo secretário-geral da ONU Kofi Annan.

A Comissão propõe abordar os direitos do rohingyas para resolver a violência sectária, com medidas como acelerar o processo de verificação de cidadania e considerar a concessão de nacionalidade por naturalização. Os rohingyas são considerados apátridas no país.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se esta quarta-feira para discutir a violência em Myanmar (antiga Birmânia), uma reunião urgente reclamada pelo Reino Unido e Suécia em resposta às crescentes preocupações da comunidade internacional.

A violência contra os rohingyas escalou desde o ataque, no dia 25 de agosto, contra três dezenas de postos da polícia pela rebelião, o Exército de Salvação do Estado Rohingya (Arakan Rohingya Salvation Army, ARSA), que defende os direitos da minoria.

A ONU estima que mais de um milhar de pessoas, maioritariamente da minoria muçulmana rohingya, pode ter morrido devido à violência no estado de Rakhine, um número duas vezes superior às estimativas das autoridades de Myanmar e mais de 370 mil já atravessaram a fronteira para o Bangladesh para fugir à violência.

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