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Cheias na China obrigaram à evacuação de mais de 100 mil pessoas

Cheias na China obrigaram à evacuação de mais de 100 mil pessoas

As cheias e deslizamentos de terras na China obrigaram à evacuação de mais de 100 mil pessoas e já provocaram mais de 1000 mortes, uma situação que se poderá ainda agravar, alertou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

A China enfrenta a pior época das chuvas da última década, que provocou a maior subida do nível da água do rio Yangtsé, o mais longo do país, desde 1987, uma situação que está a ter o impacto mais grave nas regiões do Norte da China.

Na província chinesa de Sichuan, fortemente abalada por um sismo em 2008, as chuvas varreram as casas de um andar e obrigaram ao corte de estradas, abastecimento de energia e telecomunicações e à evacuação de mais de 100 mil pessoas que estão a ser realojadas em armazéns e tendas em locais de maior altitude.

Em Shaanxi, a norte de Sichuan, foram também evacuadas 6.400 pessoas das suas casas e na província de Hubei cerca de 7.700 pessoas.

A situação poderá agravar-se, já que as previsões meteorológicas para a China apontam para a continuação das chuvas nos próximos dias, o que levou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, a alertar hoje, domingo, as autoridades locais para se prepararem para "mais cheias e desastres".

Wen Jiabao defendeu que a China está numa "fase crucial" do controlo das cheias.

As cheias que atingem 28 províncias, regiões e municípios da China, especialmente a Norte do país, causaram perdas económicas estimadas em, pelo menos, 25 mil milhões de dólares americanos (19 mil milhões de euros) e afectaram 120 milhões de pessoas, anunciou o Governo chinês.

Em 1998, o pior ano de cheias de que a China tem memória, as chuvas fortes e a subida do nível da água dos rios provocaram mais de 4.000 mortes e forçaram à evacuação de 18 milhões de pessoas.

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