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Comandante militar condenado por crimes sexuais

Comandante militar condenado por crimes sexuais

O comandante da maior base militar do Canadá admitiu a autoria da morte de duas mulheres e uma longa lista de crimes sexuais cometidos ao longo da sua carreira. O coronel Russell Williams, detentor de várias condecorações, foi o piloto do avião que transportou a rainha de Inglaterra durante a visita ao Canadá.

Russel  Williams, de 47 anos, foi julgado no Tribunal Superior de Ontário em Belleville. Durante a leitura da acusação, ontem, segunda-feira, manteve-se cabisbaixo e não mostrou qualquer emoção enquanto respondia "culpado" às acusações de que era alvo, em particular da morte premeditada de Jessica Llyod e Marie-France Comeau.

Se for considerado culpado das mortes, será automaticamente condenado a uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional durante 25 anos.

Na altura em que foi detido, Russel  Williams comandava a base aérea de Trenton, em Ontário. Foi acusado da morte de Jessica Lloyd, de 27 anos, desaparecida em Ontário, e da cabo Marie-France Comeau, de 38 anos, que estava sob as suas ordens e que foi encontrada morta em casa, na mesma região, em Novembro de 2009.

O coronel Williams deu-se também como culpado pela entrada à força em casa de outras duas mulheres, que amarrou e agrediu sexualmente. Deu-se ainda como culpado de mais de 80 acusações de entrada ou tentativa de entrada por arrombamento.

A Polícia encontrou na casa do coronel canadiano centenas de peças de lingerie feminina, guardadas como troféu das suas actividades fetichistas. No seu computador foram encontradas fotografias, apresentadas em tribunal, em que usava roupa interior feminina e que foram tiradas nos próprios quartos das vítimas. Algumas peças pertenciam a jovens de menor idade.

A lingerie estava meticulosamente guardada em caixas e sacos encontrados pela Polícia numa segunda residência do coronel, em Ottawa, onde vivia com a mulher há 19 anos.

De acordo com as provas apresentadas em tribunal, apenas 17 das vítimas de Russell Williams tinham dado conta de que alguns dos seus objectos pessoais tinham desaparecido.

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