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Construiu bunker para manter mulher sequestrada

Construiu bunker para manter mulher sequestrada

Um homem de 38 anos foi condenado a 10 anos de prisão por ter sequestrado uma jovem durante seis dias. O individuo, que disse estar "à procura de uma companheira", manteve a vítima escondida num "contentor", no sul da Suécia.

Martin Peter Trenneborg, de 38 anos, foi condenado por um tribunal sueco a 10 anos de prisão por sequestrar uma jovem durante seis dias. O "contentor", onde a jovem esteve em cativeiro durante seis dias, foi construído pelo próprio durante anos em Skane, na região de Escania.

O médico de nacionalidade sueca, sem antecedentes criminais, foi absolvido do crime de violação por falta de provas. Para além dos 10 anos de prisão, o médico deverá pagar uma indemnização de aproximadamente 19.200 euros à vitima.

O jornal espanhol "El Mundo" indica que os dois se conheceram através da internet e se encontraram em Estocolmo, onde o individuo se fez passar por um cidadão americano. Dois dias depois, voltaram a encontrar-se no apartamento da jovem, onde o médico usou um soporífero embebido em morangos para adormecer a jovem e depois transportá-la até ao esconderijo onde a manteve escondida durante seis dias.

O jornal britânico "The Mirror" avança que o compartimento, localizado a 350 km da capital sueca, foi construído por Trenneborg e estava equipado com portas de metal, código eletrónico, frigorífico, cama de casal e casa de banho.

O sequestrador voltou depois ao local do crime para recolher alguns bens deixados para trás, mas percebeu que a vítima tinha sido dada como desaparecida e que a polícia tinha barrado a entrada no apartamento. Foi aí que Trenneborg cometeu o erro "fatal". Para tentar convencer a polícia de que a mulher não tinha, afinal, desaparecido, levou-a, seis dias depois, a um posto posto da polícia. Mas um dos agentes que os recebeu suspeitou que qualquer coisa estaria errada: exigiu falar a sós com a mulher e a verdade foi descoberta.

A vítima considera que o propósito do médico seria mantê-la encarcerada durante algum tempo e obrigá-la a "estar ao seu serviço como amiga e companheira sexual".

O tribunal atribuiu a pena de dez anos de prisão a Trenneborg por considerar que este foi um rapto planeado durante algum tempo, que pôs a vida da jovem em perigo.

Martin Peter Trenneborg admitiu que drogou e sequestrou a vítima, mas negou tê-la violado dizendo que apenas "procurava uma companheira". O estado psicológico do acusado não pode ser usado para atenuar a pena.

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