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Confrontos em manifestação de extrema-direita em Colónia

Confrontos em manifestação de extrema-direita em Colónia

A polícia alemã usou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar uma concentração de militantes do movimento xenófobo PEGIDA, este sábado, em Colónia, os manifestantes responderam atirando garrafas e petardos à polícia.

De acordo com a AFP, os confrontos entre os manifestantes de extrema-direita e a polícia surgiram na sequência de outra manifestação, da extrema-esquerda, e de uma outra composta maioritariamente por mulheres que se juntaram nas escadas da estação de comboios de Colónia.

Em causa está a reação aos ataques do fim de ano alegadamente levados a cabo por árabes contra mulheres na estação de comboios de Colónia, na Alemanha.

As sirenes foram ligadas e a polícia aconselhou os manifestantes pacíficos a abandonarem o local, precisamente o mesmo onde na madrugada de ano novo houve registo de vários ataques contra mulheres.

Já esta manhã a chanceler Angela Merkel tinha apoiado um endurecimento das regras de expulsão dos refugiados condenados na Alemanha, incluindo os casos de penas suspensas, na sequência dos ataques do fim de ano a dezenas de mulheres na estação de comboios de Colónia levadas a cabo por indivíduos descritos como "de aparência árabe ou do norte de África".

O Ministério do Interior alemão anunciou sexta-feira que identificou 31 suspeitos que estão a ser investigados pela onda de agressões e roubos verificada na cidade de Colónia, 18 dos quais são requerentes de asilo.

"Dos 31 suspeitos cujos nomes conhecemos, 18 são requerentes de asilo", afirmou o porta-voz do Ministério, Tobias Plate, apontando que são suspeitos de roubos e agressões e ressalvando que ainda estão por identificar os autores de alegadas agressões sexuais.

Na sexta-feira, a polícia estadual de Colónia confirmou terem sido feitas 121 queixas de agressão, baseadas em relatos de alegados raptos e atos de agressão sexual, no que foi aparentemente uma vaga de ataques coordenados numa grande multidão que se juntou na rua para celebrar a chegada do novo ano, a 31 de dezembro.

As vítimas dos ataques apontaram homens "de aparência árabe ou do norte de África" como os autores, dando origem a um debate aceso sobre a capacidade de a Alemanha integrar os quase 1,1 milhões de refugiados que procuraram o país em busca de asilo no último ano.

A polícia registou mais de 120 queixas apresentadas por mulheres sobre assaltos, abusos sexuais e duas violações, alegadamente cometidos por grupos de homens jovens que se encontravam entre a multidão que comemorava a passagem de ano perto da principal estação de comboios da cidade.

Várias testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos "que pareciam ser de origem árabe" cercaram e agrediram as vítimas.

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