Coreia do Norte

Coreia do Norte ameaça com "guerra sem quartel" contra EUA e Coreia do Sul

Coreia do Norte ameaça com "guerra sem quartel" contra EUA e Coreia do Sul

A Coreia do Norte ameaçou, este domingo, travar uma "guerra sem quartel" contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, que na segunda-feira iniciam manobras militares considerados pelo regime de Pyongyang como um ensaio para invadir o país.

"A nossa linha de frente militar, da Armada, da Marinha e Força Aérea, as unidades antiaéreas e as de mísseis estratégicos, que já se encontra na fase de guerra sem quartel, aguardam a ordem final para atacar", anunciou, este domingo, o jornal norte-coreano Rodong, órgão oficial do partido único norte-coreano, citado pela agência EFE.

A publicação assegurou também que as armas nucleares do país comunista estão "prontas para o combate".

"Os regimes fantoche dos Estados Unidos da América e da Coreia do Sul serão transformados num mar de fogo num piscar de olhos" se a guerra explodir, alertou o jornal.

As ameaças já tinham sido emitidas pela Coreia do Norte esta semana, antes das novas sanções das Nações Unidas relativamente ao seu mais recente teste nuclear.

Entre elas, está a promessa de anular os acordos de cessar-fogo com a Coreia do Sul e de cortar a única linha de comunicação com o governo norte-coreano na segunda-feira, quando começar o ensaio militar anual da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.

A operação envolve cerca de 10 mil efetivos sul-coreanos e 3500 estadunidenses, um porta-aviões e aviões de combate, que se juntam às manobras "Foal Eagle" que as forças conjuntas dos dois países iniciaram no dia 1.

Seul e Washington asseguram que se trata de manobras com um objetivo defensivo, ao passo que o regime de Pyongyang considera tratarem-se de ensaios para uma invasão.

A EFE diz ser esperado que a Coreia do Norte também realize grandes manobras militares na segunda e terça-feira, perto da fronteira intercoreana, com resposta a estes exercícios.

Prevê-se que o regime comunista lance mísseis de curto alcance em alvos simulados ou realize algum outro tipo de "provocação militar", explicou uma fonte do Ministério da Defesa sul-coreano à agência Yonhap, escreve a EFE.

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