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Democracia na China sim, mas à moda chinesa

Democracia na China sim, mas à moda chinesa

Um jornal chinês defendeu, quinta-feira, a "gradual reforma" do sistema político do país, mas "numa via de inovação baseada nas suas próprias realidades".

"Com uma população de 1.300 milhões de habitantes, a China deve ser especialmente cautelosa", diz o jornal Global Times num editorial dedicado à abertura da sessão parlamentar anual.

Segundo o jornal, "a democracia deve ser um sistema político movido por um significado prático", mas "algumas pessoas querem apenas a democracia para proveito próprio".

"Um sistema democrático deve ajudar a China a avançar, e nomeadamente, a melhorar o nível de vida e a assegurar um desenvolvimento sustentável", acrescenta o Global Times, uma publicação em inglês do grupo Diário do Povo, órgão central do Partido Comunista Chinês.

O jornal diz que a China "aprendeu bastante com a Europa e os Estados Unidos", mas -- conclui -- "os passos mais importantes do país têm de ser dados sozinho".

A sessão parlamentar chinesa, que decorre durante nove dias no Grande Palácio do Povo, em Pequim, começa hoje à tarde com a abertura da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, uma espécie de senado, sem poderes legislativos.

No sábado começa a reunião anual da Assembleia Nacional Popular, o "supremo órgão do poder de Estado", constituído por cerca de 3.000 delegados.

Além do relatório da actividade do governo e do orçamento de Estado, a assembleia vai aprovar o 12º Plano Quinquenal, que prevê um crescimento económico anual de 7 por cento até 2015.

O Partido Comunista Chinês já se converteu à economia de mercado, mas não abdicou do seu "papel dirigente".

Os presidentes da Assembleia Nacional Popular da China e da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês - Wu Bangguo e Jia Qinglin, respectivamente - são ambos membros do Comité Permanente do Politburo do PCC, a cúpula do poder.

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