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Dilma diz-se "inconformada" com detenção de Lula

Dilma diz-se "inconformada" com detenção de Lula

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou que está inconformada com a ação da Polícia Federal e do Ministério Público, que obrigaram esta sexta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prestar depoimentos nas investigações da operação Lava Jato, em São Paulo.

"Manifesto meu integral inconformismo com o facto de um ex-presidente da República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos perante as autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento", afirmou a chefe de Estado, em comunicado.

Em relação às medidas decididas pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Púbico, e executadas, no dia de hoje, pela Polícia Federal, Dilma Rousseff defende o cumprimento da Constituição, a única via segura para o bom exercício das funções públicas.

Rousseff considera que "é necessário que as investigações prossigam", mas pediu aos agentes públicos que tenham respeito pelos direitos individuais.

Segundo a presidente brasileira, esses direitos "passam, nas investigações, pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em providências mais gravosas do que as necessárias para o esclarecimento de factos".

Dilma conclui dizendo que condena as fugas de informação, que permitem "pré-julgamentos antes do exercício do contraditório e da ampla defesa" e "não contribuem para a busca da verdade, mas apenas servem para animar a intolerância e retóricas antidemocráticas".

Na manhã de hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido por procuradores federais, que suspeitam que ele tenha obtido, de forma ilegal favores, doações e o pagamento de serviços de palestras que somam 7,2 milhões de euros (30 milhões de reais),

O Ministério Público suspeita que esse dinheiro tenha sido dado ao ex-presidente do Brasil por seis empresas ligadas ao escândalo de corrupção na Petrobras entre 2011 e 2014, em troca de favorecimento nos contratos firmados por estas empresas com a petrolífera brasileira.

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