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Escravas sexuais durante uma década

Escravas sexuais durante uma década

As três adolescentes que viveram sequestradas durante quase 10 anos terão servido como escravas sexuais dos três irmãos Castro, em Cleveland, nos EUA. A polícia encontrou cordas, correntes e outro material usado para as manietar durante as violações de que foram vítimas.

Os relatos dos vizinhos, que dizem ter visto, e comunicado à polícia, a existência de estranhos jogos sádicos no quintal de Ariel Castro deixam perceber que as três jovens foram vítimas de repetidos abusos, durante os 10 anos de cativeiro.

Amanda Berry, de 27 anos, Gina De Jesus, de 23, e Michelle Knight, de 32, já são apelidadas, por muitos jornais e outros sites na Internet, de "escravas sexuais".

Segundo os vizinhos, as mulheres foram vistas no pátio da casa a andar de gatas, nuas, acorrentadas e com trelas de cão ao pescoço. Na casa foram encontradas cordas e correntes presas no tecto, além de outro material normalmente associado a práticas de "bondage".

Uma das mulheres, conta a cadeia de televisão CBS, engravidou mais do que uma vez, consequência das violações a que foi submetida na casa. Espancada pelos raptores, acabava por abortar.

Amanda Berry, a mulher que deu o alerta, chegou mesmo a ter uma filha, atualmente com seis anos. Segundo os media norte-americanos, Amanda também terá feito alguns abortos, em resultado dos maus tratos físicos, nomeadamente murros no estômago, e a má nutrição.

Das múltiplas violações ao longo dos anos, terão nascido pelo menos cinco bebés, cujo destino se desconhece. O número 2207 da Avenida Seymour, em Cleveland, nos EUA, é uma verdadeira casa de horrores.

As provações por que passaram três mulheres, raptadas ainda adolescentes, estão a chocar e a comover os norte-americanos, que pedem responsabilidades à polícia, que nunca deu crédito às queixas e relatos dos vizinhos de Ariel Castro, o dono da casa e principal suspeito do rapto das mulheres.

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