Crise

Espanha quer proibir entrada de pessoas do regime venezuelano

Espanha quer proibir entrada de pessoas do regime venezuelano

O Governo espanhol pretende suprimir a autorização de viagem a Espanha e retirar os vistos às pessoas com vínculos ao regime de Nicolás Maduro, revelou hoje Mariano Rajoy.

O primeiro-ministro espanhol, em declarações citadas pela agência espanhola Efe, a partir de Ribadumia na Galiza, onde está a passar férias, explicou que a medida já foi comunicada à responsável pela diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, como represália das eleições consideradas ilegais de domingo para a Assembleia Constituinte e pela detenção na terça-feira de líderes da oposição ao regime venezuelano.

"Acabo de falar com o ministro dos Negócios Estrangeiros porque, claro, este é um tema que nos preocupa a todos como democratas, mas preocupa-nos especialmente como espanhóis pelo que significa a Venezuela", devido aos laços culturais e históricos e ao elevado número de espanhóis residentes naquele país da América do Sul, disse Mariano Rajoy.

Mariano Rajoy assegurou que Madrid "vai continuar a tomar medidas", acrescentando que "o Mundo está com" os venezuelanos, assim como a União Europeia e a Espanha, país que é a antiga potência colonial da Venezuela.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Alfonso Dastis, já tinha anunciado na terça-feira que iria pedir à chefe da diplomacia europeia a adoção de "medidas adicionais restritivas" contra a Venezuela, na sequência da prisão de dois opositores do regime.

Os membros da oposição Leopoldo López e Antonio Ladezma, que se encontravam em regime de prisão domiciliária, foram levados na terça-feira para parte incerta pelos serviços de informações do regime venezuelano.

Os Estados Unidos impuseram na segunda-feira sanções jurídicas e financeiras contra o Presidente venezuelano, congelando os seus bens e classificando-o de "ditador", em resposta à eleição de domingo.

A Espanha também anunciou na segunda-feira que não reconhecerá a Assembleia Nacional Constituinte, lamentando que o Governo de Nicolás Maduro tenha avançado com um processo rejeitado pela maioria dos venezuelanos.

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