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EUA acusam Síria e Rússia por bombardeamentos em Alepo

EUA acusam Síria e Rússia por bombardeamentos em Alepo

Os Estados Unidos denunciaram, esta segunda-feira, os bombardeamentos no norte da Síria que atingiram hospitais, incluindo um complexo apoiado pelos Médicos sem fronteiras, numa nova crítica ao regime sírio e ao seu aliado russo.

Após os ataques na região de Alepo, o departamento de Estado condenou de novo, através de um comunicado, "a brutalidade do regime Assad" e colocou "em dúvida a vontade e/ou capacidade da Rússia em ajudar a travá-la".

O porta-voz da diplomacia norte-americana, John Kirby, indignou-se "que o regime de Assad e os seus apoiantes possam prosseguir estes ataques em razão e em desprezo das suas obrigações internacionais que deveriam proteger as vidas inocentes, ao encontro dos apelos unânimes lançados pelo ISGG", o Grupo Internacional de Apoio à Síria.

Este grupo anunciou na quinta-feira em Munique um acordo para uma "cessação das hostilidades" e uma "pausa humanitária" nos próximos dias.

Kirby cita no comunicado os "ataques aéreos conduzidos em e em redor de Alepo contra alvos civis inocentes, designadamente um hospital administrado pelos MSF e um hospital para mulheres e crianças na cidade de Azaz".

"Apelamos uma vez mais a todas as partes para terminarem com os ataques contra civis e a tomar medidas imediatas para garantir o acesso humanitário e o fim das hostilidades de que o povo sírio necessita desesperadamente", concluiu o porta-voz.

Os MSF anunciaram que pelo menos sete pessoas foram mortas e oito membros do pessoal estão desaparecidos após os disparos contra um hospital sírio, que apoia, na região de Maaret al-Noomane, 280 quilómetros a norte de Damasco.

Em comunicado, o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake, também se manifestou "consternado pelas informações sobre ataques aéreos contra quatro estabelecimentos médicos na Síria", dois deles apoiados por esta agência da ONU.

Ainda segundo o comunicado, dois dos ataques ocorreram na cidade rebelde de Azaz e outros dois em Idlib, onde um hospital terá sido atingido por quatro vezes.

No total, recorda a UNICEF, um terço dos hospitais e um quarto das escolas na Síria já não podem funcionar devido aos estragos provocados pela guerra, que se prolonga desde 2011 e de que segundo diversas projeções já provocou entre 250.000 e 460.000 mortos.

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