Pedofilia

Identificados 1500 pedófilos em ataque inédito do FBI contra site

Identificados 1500 pedófilos em ataque inédito do FBI contra site

Numa jogada inédita, o FBI conseguiu infiltrar-se no maior site de pornografia infantil da "deep web" e identificar 1500 pedófilos.

A operação contra o site "Playpen" - um fórum na "deep web" onde os utilizadores publicitavam e partilhavam imagens pornográficas de menores - é descrita como uma das mais arrojadas ações do FBI no campo da tecnologia e Internet, usando meios nunca antes vistos. Foi levada a cabo no último ano, mas só agora revelada, com o número dos processos a avolumar-se nos tribunais norte-americanos.

No auge de popularidade, o site "Playpen" (apenas acessível a quem usasse um browser específico, o Tor, para aceder a uma área não catalogada da Internet e que, em teoria, permite o anonimato) tinha 215 mil membros e recebia mais de 11 mil utilizadores únicos por semana. Nele, os investigadores descobriram imagens de abuso de menores e conselhos para que os utilizadores conseguissem não ser detetados.

Com a apreensão, em fevereiro de 2015, dos servidores do site na Carolina do Norte, EUA, o FBI teve a oportunidade de ouro para encerrar este site. Mas, antes disso, instalou o "Playpen" durante duas semanas nos seus próprios servidores para se infiltrar nos computadores de todos os que acediam ao site, revela o site "Motherboard", da Vice.

Entre 20 de fevereiro e 4 de março, utilizando uma "técnica de investigação de rede" (NIT, na sigla em inglês), o FBI conseguiu sorrateiramente instalar uma pequena aplicação Flash, que lhes permitiu recolher os dados dos pedófilos, contornando a barreira de proteção do browser Tor.

Com esta técnica e usando apenas um único mandado do tribunal, o FBI conseguiu penetrar em mais de mil computadores que acederam ao "Playpen", recolhendo dados como sistema operativo, ip, MAC addres, nome de utilizador ativo, conseguindo até distinguir que dados aquele computador específico utilizou.

Esta mega-investigação deu origem, ainda em 2015, a vários processos nos tribunais norte-americanos e, provavelmente nos próximos meses, novos casos surgirão. "Cerca de 1500 processos vão acabar por ser levantados com origem nesta única investigação", disse Colin Fieman, um procurador federal norte-americano, ao site "Motheboard".

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