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Francês Johnny Hallyday atuou no sábado em Bruxelas

Francês Johnny Hallyday atuou no sábado em Bruxelas

"Permanecer vivo", o nome da digressão do músico francês Johnny Hallyday, que passou no sábado por Bruxelas, ganha novo significado com os atentados ocorridos na terça-feira na capital belga.

O nome da digressão é também o título do 49.º álbum de estúdio do músico, "Rester vivant", que aludia aos seus 72 anos de vida e aos mais de 50 de carreira.

"Parte do meu sangue é francês, pela minha mãe, e outra parte belga, do meu pai", disse no início do espetáculo o cantor ao seu público, que respondeu com "Johnny, Johnny, Johnny!".

O concerto terminou com "Quando on n'a que la l'amour" ("Quando não há mais do que o amor"), canção do belga Jacques Brel. "Gostaria de dedicar esta canção a todas as vítimas dos atentados, a todos os bruxelenses e a todos os belgas. Eu amo-vos", afirmou o músico.

Apesar dos ataques de terça-feira, os mais sangrentos na Bélgica desde o final da Segunda Guerra Mundial, com 31 mortos e mais de 300 feridos, os espetadores disseram que não queriam "render-se" face "à barbárie" - esgotado, com cerca de 12 mil lugares, todos quiseram mostrar que "se mantinham erguidos".

A atualidade não estragou o ambiente, destacou a agência France Presse.

O mais recente trabalho de Johnny Hallyday contém a canção "Um dimanche de janvier" ("Um domingo de janeiro"), que saúda a marcha organizada após os atentados em Paris, no início de 2015, na redação do jornal satírico Charlie Hebdo, e no supermercado Cacher.

O cantor francês decidiu manter as duas datas na capital belga, devido à garantia de reforço do dispositivo de segurança.

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