ONU

Há sete candidatos à substituição de Ban Ki-moon

Há sete candidatos à substituição de Ban Ki-moon

Os candidatos ao mais alto cargo diplomático do Mundo - secretário-geral das Nações Unidas - vão, pela primeira vez, defender publicamente currículos e ideias, em debates em Londres e em Nova Iorque, em competição aberta.

"Os dias de salas enfumadas e de rumores e especulações sobre os concorrentes ao lugar acabaram. Através do consenso trouxemos a exigida transparência a uma prática arcaica e opaca", resumiu o representante permanente do Reino Unido na ONU, Matthew Rycroft, citado pelo jornal "The Guardian".

Até agora, a escolha fora sempre fruto de um compromisso geopolítico conseguido à porta fechada entre os mais poderosos do Conselho de Segurança. Só depois era pedida a aprovação da Assembleia-Geral.

A "transparência" foi a vitória de uma intensa campanha que juntou 750 organizações não governamentais e 170 milhões de apoiantes no mundo. "Tanto o Conselho de Segurança como a Assembleia-Geral deram a sua aprovação e agora há candidatos a serem listados pelo presidente da Assembleia-Geral pelos seus currículos. Isto nunca aconteceu antes. Isto é enorme para nós", disse ao mesmo jornal a diretora da Associação das Nações Unidas - Reino Unido e coordenadora da campanha "Um para sete biliões", Natalie Samarasinghe.

Os sete candidatos conhecidos terão agora que convencer quanto à forma como acreditam que se deve responder aos maiores desafios globais, entre eles os conflitos e a subsequente vaga de refugiados. O tema poderá trazer vantagem ao candidato português, António Guterres, que acaba de deixar a cadeira de Alto Comissário da ONU para os Refugiados. Terá de digladiar-se com fortes concorrentes do Leste europeu, bloco que ainda não teve um secretário-geral. E com o facto de, entre eles, haver mulheres. A "luta" começa em abril, na assembleia-geral da ONU, em Nova Iorque.

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