Tunísia

Islamita que atacou na Tunísia radicalizou-se na Internet

Islamita que atacou na Tunísia radicalizou-se na Internet

O primeiro-ministro da Tunísia, Habibi Essid, disse, esta segunda-feira, que o autor do ataque de sexta-feira numa praia tunisina, em que morreram 38 pessoas, "se radicalizou sobretudo 'online'".

Em excertos de uma entrevista à "CNN" divulgados na página da cadeia norte-americana de televisão, Essid disse que o jovem de 23 anos tido como responsável pelo pior ataque jiadista na Tunísia também pode ter recebido treino numa mesquita.

"Penso que ele se radicalizou sobretudo 'online'", disse Essid sobre Seifeddin Rezqui, estudante universitário, morto pela polícia durante o ataque.

O ataque foi rapidamente reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, que se tem destacado pela forte presença na internet e pelas sofisticadas técnicas de recrutamento nas redes sociais.

Questionado sobre se o atacante se teria radicalizado na universidade, Essid afirmou "não haver informações de momento" nesse sentido. "Mas há informação de que ele pertencia a uma organização e de que era muito, muito próximo de uma mesquita", acrescentou.

O primeiro-ministro disse por outro lado não estar determinado se Rezqui viajou para a vizinha Líbia, dominada por milícias islamitas, explicando que a circulação entre os dois países "pode ser feita de várias maneiras irregulares".

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