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Jordânia quer prova de vida de piloto refém do Estado Islâmico

Jordânia quer prova de vida de piloto refém do Estado Islâmico

Terminou, esta quinta-feira à tarde, o prazo estabelecido pelo Estado Islâmico, para a libertação da jiadista Sajida al-Rishawi, que tinha sido divulgado numa mensagem publicada quarta-feira à noite.

Nela, Kenji Goto leu um texto dos extremistas, em que anunciava que o piloto jordano Muaz Kasasbeh seria morto, caso Sajida não estivesse na fronteira turca, ao pôr-do-sol de quinta-feira (hora de Mossul), para ser trocada pelo japonês, que também está refém do grupo. O limite temporal terminou, cerca das 15 horas, sem que a troca fosse realizada e sem que se conhecesse o destino dos dois homens.

A Jordânia mostrou abertura para libertar a iraquiana, em troca do militar refém do EI, mas as negociações falharam, porque os extremistas se recusaram a provar que Muaz Kasasbeh está vivo. "A Jordânia está disposta a trocar Sajida al-Rishawi pelo piloto jordano. Queremos realçar que pedimos uma prova de vida ao Estado Islâmico e ainda não recebemos nada", disse o porta-voz do Governo jordano Mohammad al-Momani. O Governo árabe está também a tentar garantir a libertação do refém japonês sequestrado pelos extremistas no ano passado, apesar de garantir que Muaz é a sua prioridade.

Durante o dia, as contas nas redes sociais ligadas ao Estado Islâmico deram informações contraditórias sobre o destino dos dois homens e há ainda dúvidas sobre as implicações da mensagem lida por Goto. Os jiadistas prometeram trocar a iraquiana pelo jornalista japonês, mas dizem apenas que vão executar o jordano se a troca falhar, não se comprometendo com a libertação.

A mulher de Kenji Goto divulgou, também esta quinta-feira, uma mensagem em que refere ter sido contactada pelos extremistas, com a exigência de divulgação do texto recebido: "Se Sajida não estiver na fronteira turca pronta para a troca por Kenji, na quinta-feira, dia 29 de janeiro, até ao pôr-do-sol, o piloto jordano vai ser executado", lê-se no texto divulgado por Rinko Goto. A mulher do refém lamentou ainda a morte de Haruna Yukawa, no fim-de-semana, e pediu aos governos do Japão e Jordânia que percebam que têm nas mãos o destino dos dois reféns. "Sinto que é a última hipótese do meu marido", afirmou.

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