Líbia

Kadafi pode ter sido sodomizado pelos rebeldes

Kadafi pode ter sido sodomizado pelos rebeldes

A captura do ex-ditador líbio, Muammar Kadafi, chegou ao mundo através de diversas filmagens feitas pelas forças rebeldes. O aparecimento de dois novos vídeos levanta suspeitas sobre a possibilidade do coronel ter sido sodomizado após a captura.

O primeiro vídeo foi colocado no Youtube e mostra o que poderia ser uma sodomização de Kadafi pelos rebeldes, com recurso a um pau. Até ao momento, não foi possível verificar a autenticidade das imagens, que revelam que os rebeldes não terão tido em consideração o respeito pelos Direitos Humanos no tratamento dado ao ex-líder líbio.

Um segundo vídeo, recolhido nos primeiros momentos da captura do ditador, mostra o coronel, ferido, rodeado por rebeldes, e possivelmente a mesma sodomização, quando diversos homens seguram Kadafi pelos braços, adianta o diário espanhol "El Mundo".

O corpo do coronel líbio permanece em exposição ao público, numa câmara frigorífica da cidade de Misrata.

Investigação à morte do coronel

O assassinato de Kadafi já suscitou a atenção de organismos mundiais como a Amnistia Internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU), que já pediu uma investigação às circunstâncias de captura e morte do coronel.

O Governo de Barack Obama foi o primeiro a apoiar uma investigação por parte da ONU. A secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou apoiar "não só a investigação pedida pela ONU, como também a que o Conselho Nacional de Transição (CNT) afirma que será levada a cabo".

O porta-voz da Comissão de Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville, alertou, na passada sexta-feira, para a existência de "quatro ou cinco versões diferentes sobre como morreu" o ex-ditador.

A organização da "Human Rights Watch" (HRW) sublinhou que "o assassinato de um prisioneiro é uma séria violação das leis de guerra e é um delito que deve ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional" e contou, pelo menos, 53 aliados de Kadafi que terão sido executados.

Neste sentido, a HRW apelou ao CNT a "rápida abertura de uma investigação independente com a participação internacional, sobre a morte" de Kadafi e do filho Mo' Tassim. A Amnistia Internacional também pediu uma investigação "independente", defendendo a participação internacional apenas na eventualidade do CNT não conseguir assumir uma posição imparcial.

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