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Mãe mata ladrão a tiro para proteger o filho de três meses

Mãe mata ladrão a tiro para proteger o filho de três meses

Sozinha em casa com o filho de três meses, uma mulher matou a tiro um dos dois assaltantes que invadiram a casa no noite de Ano Novo, em Oklahoma, nos EUA. Antes de disparar, deu um biberão de leite ao bebé e ligou para o serviço de emergência, que gravou tudo o que aconteceu.

Esta quinta-feira, Dustin Louis Stewart, de 29 anos, começa a ser julgado pela morte do cúmplice, durante o assalto a casa de Sarah Dawn McKinley, apesar de não ter sido ele a premir o gatilho.

Stewart será julgado por homicídio em primeiro grau, uma vez que os autores de determinados crimes, como assaltos, são responsabilizados no caso de alguém morrer durante a consumação do delito, sustenta a acusação.

Sarah McKinley, de 18 anos e viúva desde o dia de Natal, decidiu fazer frente aos homens que tentaram entrar em sua casa na noite de Ano Novo, assim que se apercebeu do assalto.

Arrastou um sofá contra a porta que os dois homens tentavam arrombar e foi ao quarto pôr um biberão de leite na boca do filho, antes de ligar para o 911, linha de emergência norte-americana equivalente ao 112 nacional.

A operadora do 911 falou calmamente com Sarah, que perguntou se podia alvejar o intruso, ouve-se na gravação. "Tenho duas armas na minha mão. Posso usá-las se entrarem naquela porta?", perguntou.

"Bom, tem de fazer o que conseguir para se proteger", respondeu Diane Graham, a operadora do 911. "Não lhe posso dizer que o pode fazer, mas faça o que tiver de fazer para proteger o seu bebé".

Sarah acabou por disparar e matar Justin Shane Martin, de 24 anos, mal este entrou com uma faca na sua casa, explicou ao tribunal um agente da Polícia de Blanchard.

"É preciso fazer uma escolha: ele ou nós. Eu escolhi o meu filho em vez dele", disse McKinley à estação televisiva KWTV, associada da CNN.

O procurador James Walters disse que Sarah McKinley não será acusada, por ter agido em defesa própria. "Uma pessoa tem direito de se proteger, proteger a sua família e propriedade", acrescentou.

Quanto à actuação da operadora do 911, o procurador disse concordar com a forma com Diane Graham agiu.

A operadora contou aos jornalistas que aprendeu na formação que não pode nunca dizer a alguém que dispare, mas que, como mãe, quis que Sarah protegesse o bebé.

"Fez um bom trabalho ao conseguir manter McKinley calma", considerou o Art Kell, o xerife local. "O trabalho dela é garantir que a pessoa que está ao telefone está confortável, dar-lhe apoio", disse.

Diane Graham foi a primeira das duas operadoras que falaram com Sarah. Na altura do disparo, estava ao telefone com outra operadora do 911.

O marido de Sarah McKinley morreu no dia de Natal, vítima de cancro. As autoridades acreditam que os dois homens pretendiam roubar os analgésicos e outros comprimidos que o marido de Sarah tomava e que ainda estavam em casa.

De acordo com a polícia, os dois homens tomaram hidrocodona, uma droga sintética, meia-hora antes do assalto.

Justin Martin bateu com "agressividade" à porta de casa de Sarah McKinley e acabou por conseguir entrar, ao arrombar a porta de entrada. Stewart disse à polícia que ouviu o disparo depois de Martin ter entrado na casa e que se deitou no chão.

Martin foi encontrado morto, entre a porta e o sofá que tapava a entrada, com uma faca na mão.

Questionada se se arrependia por ter morto Martin, Sarak McKinley respondeu: "Não. Poderíamos estar numa situação completamente diferente se não o tivesse feito".

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