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Mais 23 mortos na Síria por forças governamentais

Mais 23 mortos na Síria por forças governamentais

Vinte e três pessoas, 16 das quais civis, foram mortas, este domingo, na Síria , informaram militantes, numa altura em que as tréguas, tecnicamente em vigor, mas continuamente ignoradas, entram no seu segundo mês.

"Cinco civis, entre os quais uma mulher, foram mortos e 18 outros ficaram feridos, três gravemente, por disparos das forças governamentais durante o assalto à localidade de Tamanaat al-Ghab, na região de Hama (centro)", indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A Organização Não Governamental (ONG) adiantou que o exército incendiou numerosas habitações naquela localidade e bombardeou outra aldeia na mesma região.

Em Rastane, cidade rebelde da província vizinha de Homs, um civil foi abatido por um atirador emboscado e dois outros foram mortos pelas forças governamentais na cidade próxima de Qusseir, segundo a mesma fonte.

O OSDH indicou ainda que, mais a sul, um civil foi morto a tiro pelas forças do regime em Dmeir, a 40 quilómetros de Damasco, enquanto que outros dois foram abatidos em Duma, a 13 quilómetros da capital.

Em Duma, um chefe rebelde, Abu Adi, morto em combates noturnos com os soldados de Bashar al-Assad.

Os Comités Locais de Coordenação (LCC) deram conta de bombardeamentos contra Duma.

Na província de Deraa (sul), foram mortos dois civis e um militar em confrontos entre rebeldes e forças governamentais e quatro soldados morreram noutros combates na mesma província, segundo o OSDH.

A ONG indica ainda a morte de dois civis na província de Idleb (noroeste) e de um outro na região de Alepo (norte), referindo também a existência de numerosas manifestações anti-regime na província de Idleb e em Alepo.

Apesar do cessar-fogo em vigor desde 12 de abril e da presença de mais de 180 observadores da ONU no país para vigiar as tréguas, no sábado também morreram na Síria 22 pessoas - 11 civis, dois desertores e nove soldados.

De acordo com os dados do OSDH, mais de 900 pessoas, incluindo 700 civis, morreram desde o início do cessar-fogo e em 14 meses de revolta a repressão e os combates causaram mais de 12.000 mortos.

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