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Mais de 160 mortos no naufrágio de quarta-feira ao largo do Egito

Mais de 160 mortos no naufrágio de quarta-feira ao largo do Egito

Novos corpos foram esta sexta-feira recuperados ao largo do Egito, elevando para pelo menos 162 mortos o balanço no naufrágio de uma embarcação de pesca ocorrido há dois dias e que transportava centenas de migrantes.

Os sobreviventes afirmam que cerca de 450 pessoas se encontravam a a bordo do barco de pesca que partiu do Egito em direção a Itália, que naufragou quarta-feira no Mediterrâneo ao largo da cidade egípcia de Rosetta, norte do país.

"O balanço do naufrágio ao largo de Rosetta subiu para 162", indicou hoje em comunicado o ministério da Saúde egípcio.

As autoridades indicaram que as buscas se concentram agora no porão do barco, onde segundo testemunhas pelo menos se encontravam 100 pessoas no momento do naufrágio.

As operações de socorro permitiram resgatar 163 pessoas, precisou o exército egípcio.

A maioria dos sobreviventes são de nacionalidade egípcia, mas segundo a Organização Mundial para as Migrações (OIM) também se incluem sudaneses, eritreus, um sírio e um etíope.

De acordo com as autoridades egípcias foram detidos quatro egípcios, suspeitos de "tráfico de seres humanos" e "homicídio involuntário".

Os traficantes utilizam com frequência embarcações em muito mau estado que ficam sobrelotadas para obterem o máximo de dinheiro pago pelos migrantes, que desesperadamente procuram passagem para a Europa.

De acordo com a ONU, mais de 10.000 pessoas morreram desde 2014 quando tentavam atravessar o Mediterrâneo em direção à Europa.

"O Egito está a tornar-se num país de partida", tinha já referido em junho o diretor executivo da Frontex, Fabrice Leggeri, numa entrevista a jornais regionais alemães.

"Este ano, [até meados de setembro], 1.000 embarcações vindas Egito chegaram a Itália", disse.

De acordo com os dados mais recentes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 300.000 migrantes atravessaram o Mediterrâneo para chegar à Europa em 2016, contra 520.000 nos primeiros nove meses de 2015.

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