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Mercado mundial das armas a crescer

Mercado mundial das armas a crescer

O mercado mundial das principais armas aumentou nos últimos anos, com os Estados Unidos a dominarem o comércio, enquanto aumenta o fluxo de armamento para África, Médio Oriente e Ásia.

Segundo o Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz (SIPRI) de Estocolmo, criado em 1966, o volume das transferências de armas pesadas, incluindo vendas e doações, aumentou 14 por cento, entre 2011 e 2015, em relação aos cinco anos anteriores, com os Estados Unidos e a Rússia a liderarem as exportações

Os maiores importadores foram a Índia, a Arábia Saudita, a China e os Emirados Árabes Unidos, de acordo com o relatório.

No documento destaca-se o conflito no Iémen, onde foram colocadas armas avançadas de origem norte-americana e europeia, afirmou um dos autores do relatório do SIPRI, Pieter Wezeman.

Diz-se também, no documento, que os Estados Unidos venderam ou doaram armas de grande potência para uma variada gama de beneficiários, em todo o mundo.

"Enquanto os conflitos regionais e tensões continuam a crescer, os Estados Unidos mantêm-se como principal fornecedor de armas do mundo, por uma margem significativa", segundo Aude Fleurant, diretor do SIPRI para a área do comércio de armas.

"Os Estados Unidos têm vendido ou doado grandes armas para pelo menos 96 países, nos últimos cinco anos, e a indústria de armamento norte-americana tem pendentes grandes encomendas de exportação", incluindo mais de 600 aviões de combate F-35, disse Fleurant.

A maior fatia de armas pesadas de origem norte-americana, 41 por cento, foi para a Arábia Saudita e para os países do Médio Oriente.

"Apesar dos baixos preços do petróleo, grandes entregas de armas para o Médio Oriente estão programadas", no âmbito de contratos assinados nos últimos cinco anos, acrescentou Pieter Wezeman.

A Rússia continua em segundo lugar na lista de exportadores de armas divulgada pelo SIPRI, com uma quota de 25 por cento, embora com níveis de vendas mais baixos, em 2014 e 2015, altura em que começaram as sanções ocidentais contra Moscovo, por causa do conflito na Ucrânia.

A Índia foi o principal comprador de armamento russo e, segundo o SIPRI, também os ucranianos pró-Moscovo.

Ainda de acordo com o relatório houve uma queda acentuada no fluxo de armas para a Europa e uma pequena quebra no volume de negócios para as Américas.

O documento regista que o aumento do negócio de armas neste século seguiu-se a uma queda relativa, nos 20 anos anteriores.

A China ultrapassou a França e Alemanha, nos últimos cinco anos, e é o terceiro maior fornecedor de grandes armas a nível mundial, com um aumento de 88 por cento das exportações. A maior parte destas armas são vendidas na região asiática, nomeadamente para o Paquistão.

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