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"Milagre" do Hudson e "piloto herói" nas bocas de todo o mundo

"Milagre" do Hudson e "piloto herói" nas bocas de todo o mundo

O piloto que operou o "milagre" do rio Hudson, ao dirigir o Airbus para as águas geladas onde amarou de emergência permitindo o salvamento dos 155 ocupantes, é o "herói" da imprensa e das conversas dos norte-americanos desta sexta-feira

"O herói de Hudson", titula o New York Daily News no seu 'site' na internet, num texto que se junta aos elogios feitos pelo presidente da câmara de Nova Iorque e pelos passageiros ao sangue-frio do comandante, um antigo piloto da Força Aérea dos Estados Unidos de 57 anos.

O acidente, que ocorreu minutos depois da descolagem do Airbus320 da companhia US Airways do aeroporto nova-iorquino de La Guardia, foi provocado pela colisão do aparelho com um bando de aves, segundo as primeiras conclusões da Aviação Civil Americana (FAA).

O aparelho tinha acabado de partir com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, quando a colisão provocou a paragem dos dois reactores, um dos quais se terá incendiado. Nesse momento, o comandante avisou os passageiros de que ia tentar uma amaragem e avisou-os de que deviam proteger-se do forte impacto.

"Fez-se silêncio a bordo. Algumas pessoas começaram a rezar", relatou um dos passageiros, Fred Baretta, à televisão CNN.

"De repente, o comandante falou connosco e disse-nos que nos preparássemos para algo claramente violento", contou outro passageiro, Jeff Kolodjay.

O piloto, Chesley Sullenberger, conseguiu então controlar o avião e encontrar uma rota nos céus de Nova Iorque para descer em direcção ao rio Hudson e evitar uma catástrofe na cidade.

Depois da amaragem e quando o aparelho começava a submergir, a tripulação conseguiu retirar os 150 passageiros para as asas do aparelho, de onde foram recolhidos por vários barcos que navegavam no rio e se aproximaram rapidamente do local.

O piloto foi o último a sair do aparelho e, antes de o fazer, percorreu-o duas vezes para se certificar de que ninguém tinha ficado para trás.

"Diria que o piloto fez um golpe de mestre ao pousar o avião no rio e ao assegurar-se de que toda a gente tinha saído", declarou o presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.

"Aconteceu um milagre no Hudson", afirmou o governador do estado de Nova Iorque, David Peterson, e o Presidente norte-americano, George W. Bush, saudou "a destreza e o heroísmo da tripulação".

Com o cair da noite, o aparelho foi rebocado para um cais do Hudson. A Airbus recusou até ao momento fazer qualquer comentário ao acidente, limitando-se a informar que uma equipa de técnicos e vários especialistas do Gabinete de Investigação e Análise vão ser enviados para Nova Iorque para ajudar na investigação.

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