Homossexualidade

Milhares manifestam-se em Roma contra casamento "gay"

Milhares manifestam-se em Roma contra casamento "gay"

Milhares de famílias, membros de associações católicas italianas e personalidades da política, manifestaram-se este sábado, em Roma, em defesa da família tradicional e contra o reconhecimento das uniões homossexuais.

Os manifestantes reuniram-se no Círco Máximo, em Roma, com cartazes a dizer "a família é património da humanidade" e imagens de casais do mesmo sexo com filhos com uma legenda a dizer "erro", para pedir respeito pela família católica tradicional, formada por um pai, uma mãe e seus filhos.

Na próxima semana, o Senado irá debater um projeto de lei apresentado pelo primeiro-ministro italiano, o social-democrata Matteo Renzi, que reconhece a legalidade das uniões constituídas por pessoas do mesmo sexo e também a adoção do filho natural do casal pelo outro membro.

Este é precisamente um dos aspetos que mais divisões têm gerado em Itália, tanto fora como dentro do Partido Democrata (PD), que está no Governo.

Um dos ministros italianos que manifestou as suas dúvidas sobre este aspeto, e participou nesta concentração, foi o do Meio Ambiente, Gianluca Galletti, que dias antes tinha argumentado que se iria manifestar a título individual e não como membro do Governo.

A este "Dia da família", refere a agência de notícias EFE, acorreram ainda outros políticos como o governador da região de Lombardia, Roberto Maroni, o senador do grupo de Silvio Berlusconi Forza Italia, Maurizio Gasparri, ou o deputado da Forza Italia, Renato Brunetta.

Junto a eles também se manifestou o vice-presidente da organização fascista CasaPound, Simone di Stefano.

Num total, "dois milhões" de pessoas reuniram-se nesta concentração, segundo dados fornecidos à EFE pelo organizador do "Dia da família", Massimo Gandolfini.

O "Dia da Família" teve lugar uma semana depois das organizações em defesa dos direitos dos homossexuais terem pedido, em 80 cidades italianas, a aprovação do projeto de lei no Senado.

No preâmbulo do texto é destacada "a necessidade" de pôr fim ao vazio legislativo que existe em Itália, um dos poucos países europeus que não tem uma norma sobre as uniões entre casais do mesmo sexo.

O texto foi impulsionado pelo PD e é uma das prioridades de Renzi para este ano.

A 21 de julho passado, o Tribunal de Estrasburgo condenou Itália por não respeitar a Convenção Europeia de Direitos Humanos e instou a legalização das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.

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