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Ministro do Interior de Angola exonerado devido a extradição "ilegal" de português

Ministro do Interior de Angola exonerado devido a extradição "ilegal" de português

O ministro do Interior angolano, Roberto Leal Monteiro "Ngongo", vai ser exonerado do cargo pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em consequência da extradição "ilegal" de um cidadão português de São Tomé e Príncipe para Angola.

A decisão da Presidência angolana foi divulgada domingo à noite através de um comunicado onde informa que o Ministério do Interior reconheceu o "grave erro em que incorreu" ao ter permitido que o cidadão português Jorge dos Santos Oliveira fosse retirado de São Tomé e Príncipe ao arrepio da lei.

Jorge dos Santos Oliveira estava acusado de fraude por um conhecido empresário e político angolano, o ex-deputado do MPLA, partido no poder, Mello Xavier, com quem trabalhou em Angola, e sobre o qual decorre um processo judicial nos tribunais angolanos.

No entanto, ainda segundo a nota da Presidência angolana, a inexistência de um acordo de extradição entre os dois países e de uma autorização judicial das autoridades são-tomenses leva a que a "extradição" tenha decorrido de forma "irregular e ilegal".

Ao ter conhecimento da forma como Jorge Oliveira foi retirado de São Tomé e Príncipe, o Presidente José Eduardo dos Santos, segundo fontes próximas do processo contactadas pela Lusa, mostrou imediatamente o seu desconforto e deu inicio ao processo de exoneração do ministro do Interior.

A Presidência não explica a forma como decorreu a extradição ilegal de Jorge Oliveira de São Tomé e Príncipe mas a imprensa angolana avançou que o cidadão português foi retirado, no final de 2009, do arquipélago por uma espécie de "comando" formado por agentes da polícia não identificados como tal, enviado de Luanda à margem de qualquer contacto oficial com as autoridades locais.

A exoneração do ministro do Interior angolano resulta ainda da denúncia pública do "rapto" do cidadão português por parte do seu advogado que, em declarações ao jornal angolano Folha 8 chega a falar em "invasão" de um país soberano.

Jorge Oliveira, segundo fontes próximas do processo, esteve detido vários meses em Angola mas foi recentemente libertado para aguardar o decorrer do processo judicial em liberdade.

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