Terrorismo

Terror voltou ao coração de Paris

Terror voltou ao coração de Paris

Pelo menos 128 pessoas morreram na sexta-feira em vários ataques em Paris, cerca de cem destas numa sala de espetáculos onde decorria um concerto de uma banda norte-americana. Há 192 feridos, dos quais 79 em estado muito grave. Oito terroristas mortos.

As primeiras notícias surgiram pelas 22.20 horas (21.20 em Portugal continental), dando conta de várias explosões perto do Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções francesa e alemã, e de um ataque com arma de fogo num restaurante.

Pela 1.30 horas (00.30 em Portugal continental), o número de mortos ultrapassava já uma centena, tendo a maioria morrido num ataque à sala de espetáculos Bataclan, onde à hora dos ataques estavam cerca de 1500 pessoas a assistir a um concerto dos norte-americanos Eagles of Death Metal.

Oito "terroristas" morreram, incluindo sete suicidas com cintos carregados de explosivos, indicou fonte próxima da investigação citada pela agência noticiosa francesa AFP.

Quatro morreram na sala de espetáculos Bataclan, dos quais três fizeram-se explodir e um foi abatido pela polícia. Três outros morreram nas explosões nas imediações do Estádio de França, em Saint-Dennis, norte de Paris, enquanto um quarto foi morto na rua no leste da cidade pelas forças de segurança.

Os ataques registados em Paris foram conduzidos em sete pontos diferentes da cidade, segundo fonte próxima do inquérito, citada pela Agência France Presse.

Os sete locais onde se deram os ataques são: Estádio de França, na Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge, no bar Le Carrilon, no Bataclan Concert Hall, no Belle Equipe Bar, em Les Halle.

Vários portugueses que estavam no local relataram o "pânico" vivido durante os ataques.

O presidente francês, que na altura dos primeiros relatos estava no Estádio de França, anunciou à meia-noite (23 horas em Portugal continental) que decretou o estado de emergência no país e o encerramento das fronteiras na sequência de "ataques terroristas sem precedentes".

Entretanto, o Governo belga decidiu estabelecer o controlo de fronteiras com a França em estradas, aeroportos e estações de comboio. O chefe do Governo belga convocou um centro de crise e criou um comité ministerial para realizar as primeiras avaliações aos atentados de Paris.

Os ataques em Paris fizeram com que a Polícia de Nova Iorque ativasse vários protocolos antiterroristas na cidade como medida de precaução.

Os ataques foram condenados por vários países, entre estes os Estados Unidos da América, a Alemanha, Portugal e o Canadá.

O presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, ofereceu "toda a colaboração" dos corpos e forças de segurança espanholas, bem como do executivo a que preside, "na luta sem quartel contra a barbárie terrorista".

Os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmaram estar profundamente horrorizados com os ataques. Já o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, afirmou estar "profundamente chocado" com os ataques, que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, considerou "desprezíveis".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, condenou os atentados terroristas em Paris e sublinhou que a Aliança está "fortemente unida na luta contra o terrorismo", o qual, garantiu, "nunca derrotará a democracia".

Em Portugal, já vários políticos demonstraram consternação com os ataques em Paris, entre estes, os candidatos presidenciais Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa, o secretário-geral do PS, António Costa e os partidos LIVRE e Bloco de Esquerda.

O presidente da República Cavaco Silva enviou na sexta-feira à noite um telegrama de Estado ao Presidente francês, François Hollande, expressando a sua "grande consternação" face ao que classificou de "hediondos ataques terroristas" em Paris.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, expressou as condolências e solidariedade ao presidente francês François Hollande e o repúdio de Portugal "de toda a forma de terrorismo" face aos atentados desta noite.

Também o Governo português lamentou na sexta-feira "profundamente" os ataques e disse desconhecer ainda se há vítimas de nacionalidade portuguesa.

Por seu turno, o cônsul-geral de Portugal em Paris, Paulo Neves Pocinho, explicou à Lusa que "ainda é muito cedo" para saber se há portugueses entre as vítimas dos ataques desta noite, mas declarou que "a Embaixada e o Consulado estão de prevenção" e que já contactaram as autoridades francesas.

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