Transparência Internacional

Ministro da Transparência do Brasil pede demissão

Ministro da Transparência do Brasil pede demissão

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle do Brasil, Fabiano Silveira pediu demissão, esta segunda-feira.

Segundo a imprensa brasileira, Silveira enviou uma carta de demissão ao presidente Michel Temer. "Não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta, avalio que a melhor decisão é deixar o Ministério", escreveu.

A decisão de Fabiano Silveira perfaz a segunda saída do governo interino do Brasil, que tomou posse há 17 dias. Há uma semana, Romero Jucá (PMDB), que comandava o Planeamento, foi afastado.

Gravações divulgadas pela imprensa no domingo mostram o ministro a criticar o trabalho da Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que envolve dezenas de políticos e várias empresas, incluindo a petrolífera estatal Petrobras.

Fabiano Silveira, na altura conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, dá conselhos aos investigados numa conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobras), Sérgio Machado.

Numa carta citada pela imprensa brasileira, o ministro demissionário começou por dizer que pela sua "trajetória de integridade no serviço público, não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas".

Fabiano Silveira escreveu que não há nas suas "palavras nenhuma oposição aos trabalhos do Ministério Público ou do judiciário".

"Foram comentários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos. Não sabia da presença de Sérgio Machado. Não fui chamado para uma reunião. O contexto era de informalidade baseado nas declarações de quem se dizia a todo instante inocente", acrescentou.

O governante demissionário reiterou que "jamais" intercedeu junto de órgãos públicos em favor de terceiros e que considera "um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa".

"A situação em que me vi involuntariamente envolvido - pois nada sei da vida de Sérgio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação - poderia trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico", justificou, vincando: "não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta".

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