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Pequim acusa EUA de militarizar o Mar do Sul da China

Pequim acusa EUA de militarizar o Mar do Sul da China

A China acusou, esta sexta-feira, os EUA de militarizar o Mar do Sul da China e assegurou que a instalação de unidades e equipamento militares nas ilhas que controla na região é uma resposta à "intrusão" norte-americana.

"A maioria das embarcações e aviões militares que atravessam aquele território são dos Estados Unidos da América", disse Fu Ying, porta-voz da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo chinês.

Fu recordou que a estratégia do atual Governo de Barack Obama estipula a "deslocação de 60% da marinha norte-americana para as águas da região Ásia Pacifico".

"Trata-se ou não de um movimento que visa militarizar?", questionou, na conferência de imprensa organizada na véspera do inicio da sessão anual da ANP.

Perante cerca de mil jornalistas, chineses e estrangeiros, a legisladora acusou Washington de "trabalhar no sentido oposto" à pacificação no Mar do Sul da China.

"Os EUA deviam antes apoiar o diálogo entre a China e os países vizinhos", defendeu.

Para Fu Ying, "dizer que a China está a militarizar a região é induzir as pessoas em erro".

O Pacífico tem vindo a ser palco de renovadas tensões nas últimas semanas, depois de a imprensa norte-americana e fontes oficiais do Governo de Taiwan afirmarem que a China instalou mísseis terra-ar na ilha Woody, no arquipélago das Paracel, disputado também por Taiwan e Vietname.

Já no arquipélago das Spratly, mais a sul e reclamado, total ou parcialmente, pela China, Filipinas, Malásia, Taiwan, Vietname e Brunei, o "gigante" asiático construiu ilhas artificias, inclusive algumas com pistas de aviação.

Pequim insiste que tem direitos de soberania sobre a quase totalidade do Mar do Sul da China, uma via marítima estratégica pela qual passa um terço do petróleo negociado internacionalmente.

Os EUA não reconhecem a soberania chinesa na região e enviam, frequentemente, unidades militares no que consideram patrulhas "em defesa da liberdade de navegação".

Fu defendeu que a instalação de capacidade militar pela China nas ilhas disputadas visa "manter a paz e a estabilidade na região".

"Dado que as ilhas e recifes estão muito perto da China continental, é necessário manter sistemas de defesa próprios", afirmou, vincando que a China "não abdicará da sua soberania".

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