Terrorismo

Português entre as vítimas do ataque no Burkina Faso

Português entre as vítimas do ataque no Burkina Faso

Um cidadão português é uma das vítimas mortais no ataque de um comando jiadista, na sexta-feira, contra um hotel e restaurante de Ouagadougou, capital do Burkina Faso.

Entre os 29 mortos está um cidadão português, indicou fonte da Secretaria de Estado das Comunidades à agência Lusa. A informação foi transmitida a Portugal pelas autoridades francesas, de acordo com a mesma fonte.

Este cidadão luso era casado com uma cidadã francesa, segundo disse o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, em declarações à TSF.

A SIC Notícias acrescentou que o português tinha quatro filhos, residia em França e estava em Ouagadougou ao serviço de uma empresa francesa. Ainda segundo a mesma fonte, a vítima poderá ter dupla nacionalidade francesa-portuguesa.

No hotel onde se verificou o ataque estava um outro cidadão português, consultor da União Europeia, que saiu ileso, acrescentou a mesma fonte, salientando que esta informação foi recolhida pelos serviços consulares de Portugal no Senegal.

Na noite de sexta-feira, jiadistas atacaram o restaurante Capuccino e o hotel Splendid, frequentados sobretudo por ocidentais. Foram necessárias 12 horas às forças da ordem para assumirem o controlo da situação, já na manhã deste sábado. A al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI) reivindicou o ataque.

As vítimas são de 18 nacionalidades diferentes. Pelo menos seis canadianos e dois suíços estão entre as vítimas mortais no ataque.

Uma fonte próxima do procurador de Ouagadougou, citada pela agência France-Presse, disse que a maioria das vítimas é constituída por estrangeiros, tendo-se referido ainda à morte de cinco nacionais do Burkina Faso.

Segundo o ministro da Segurança Interna do Burkina Faso, os corpos de três 'jihadistas', todos homens, já foram identificados, precisando que os assaltantes eram "muito jovens".

"Aqueles que os viram calculam que eram muito jovens, o mais velho não deveria ter mais de 26 anos", declarou o ministro, antes de adiantar que o grupo atacante chegou ao hotel em veículos com matrículas do Níger.

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