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Provável presença de portugueses a bordo do avião moçambicano desaparecido

Provável presença de portugueses a bordo do avião moçambicano desaparecido

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, admitiu, este sábado, como provável a presença de passageiros portugueses a bordo do avião das Linhas Áreas Moçambicanas que está dado como desaparecido desde sexta-feira.

"Tememos que haja portugueses a bordo. Não temos nenhuma informação segura, mas admitimos que possa haver portugueses", disse à agência Lusa o secretário de Estado.

Até ao momento, o Governo português, que está a acompanhar a situação, não tem qualquer confirmação de que o desaparecimento do avião da LAM tenha na origem um acidente e, mesmo não querendo "entrar em especulações", o secretário de Estado admitiu como "uma hipótese remota" a aeronave ter "aterrado algures".

As últimas informações recolhidas por José Cesário indicavam que as buscas na região de Rundo, no norte da Namíbia, onde se acredita que o avião terá desaparecido, foram interrompidas com a chegada da noite, uma vez que se tornou impossível para as autoridades locais prosseguirem as buscas naquela que é uma zona de selva e devido ao mau tempo que se faz sentir, com chuvas fortes e trovoadas.

As buscas devem ser retomadas ao início do dia, adiantou o governante português.

O avião, com 34 pessoas a bordo, fazia a ligação Maputo-Luanda, "está desaparecido" e que estão a ser feitas buscas no norte da Namíbia.

Em declarações aos jornalistas, no aeroporto de Maputo, Marlene Manave, da LAM, explicou que o "avião está desaparecido" desde o início da tarde, quando sobrevoava o norte da Namíbia, numa zona perto do Botsuana e de Angola, onde se verificaram chuvas muito fortes.

O voo TM 470 partiu do Aeroporto Internacional de Maputo às 11:26 horas (em Moçambique) com destino a Luanda, capital Angolana, tinha sua aterragem prevista para as 14: 10H, hora local.

No voo, seguiam 28 passageiros a bordo (27 adultos e uma criança) e seis tripulantes.

Em conferência de imprensa já na madrugada de hoje, Gabriel Muthisse revelou que foram também enviados para o local aviões da Força Aérea Moçambicana, mas que o mau tempo e a escuridão estava a prejudicar a avaliação das circunstâncias do desaparecimento da aeronave, com 34 pessoas a bordo.

"Obtivemos a informação de que o avião ou terá feito uma aterragem forçada ou ter-se-á despenhado numa área florestal na região fronteiriça entre a Namíbia e o Botsuana", afirmou o governante, que remete para hoje de manhã resultado mais concretos.

O governante referiu que "a falta de uma informação definitiva deve-se ao facto de a região estar a ser fustigada por mau tempo, caracterizado por trovoadas e chuva torrenciais", salientando que "os aviões da força aérea enviados para a Namíbia para averiguar o que se terá passado não conseguiram resultados positivos também devido à escuridão que se faz sentir no local".

Para a zona, o Governo moçambicano já destacou "especialistas aeronáuticos para se juntarem às autoridades" da Namíbia para ajudar a avaliar as "circunstâncias e detalhes do incidente".

Na Namíbia, em declarações à agência noticiosa AFP, Olavi Auanga, responsável da polícia na região de de Kavango, onde terá desaparecido a aeronave, confirmou o incidente.

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