Espanha

Rajoy terá beneficiado de contabilidade secreta do PP

Rajoy terá beneficiado de contabilidade secreta do PP

Centenas de pessoas manifestaram-se, na noite desta quinta-feira, em frente à sede do Partido Popular (PP), em Madrid. Os manifestantes, convocados através das redes sociais, exigiram a queda do Governo.

A Imprensa espanhola divulgou, esta quinta-feira, documentos que confirmam a existência de uma contabilidade secreta no PP da qual terá beneficiado Rajoy.

O PP nega as acusações, mas nas ruas já se pede a demissão do Governo. O escândalo de corrupção em torno do PP, que nas últimas semanas tem sacudido a atualidade política em Espanha, ganhou esta quinta-feira novas proporções.

As revelações do "El País" indicam que o próprio líder do partido e presidente do Governo, Mariano Rajoy, terá recebido comissões provenientes de financiamento irregular no valor de 25 mil euros anuais, durante 11 anos.

Os manuscritos elaborados pelos tesoureiros do partido - que registavam os pagamentos secretos -, envolvem os nomes de diversos altos cargos no partido, incluindo a atual secretária-geral, Maria Dolores de Cospedal.

Ela própria encarregou-se de vir a público negar todas as acusações, garantindo que no PP só há "uma contabilidade, clara e transparente, que todos os anos é submetida a auditoria do Tribunal de Contas".

Também o ex-tesoureiro do PP, Luis Bárcenas, que chegou a ter 22 milhões de euros em contas na Suíça, negou a existência de uma contabilidade secreta no partido.

As anotações dão conta, no entanto, de numerosas doações ao PP da parte de importantes empresários espanhóis, nomeadamente pertencentes ao setor da construção (alguns deles processados por corrupção), e que sugerem um possível financiamento irregular do partido.

Evitando comparecer em público, o chefe do Governo espanhol fez saber que convocou para amanhã uma reunião urgente do Comité Executivo do PP.

Recorde-se que quando as primeiras denúncias de pagamentos ocultos foram conhecidas, Rajoy garantiu que "não lhe tremeria a mão" na hora de apurar responsabilidades. As garantias, contudo, não convenceram Oposição, que pede a sua demissão.

A devolução gradual do valor concedido foi também anotada nos documentos paralelos do partido que o "El País" publicou esta quinta-feira.

Questionada sobre o tema, Dolores de Cospedal afirmou que a informação referente a Escudero "será verdade", mas adiantou que isso "não valida totalmente o que se publicou".

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