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Raul Castro garante que não há presos políticos em Cuba

Raul Castro garante que não há presos políticos em Cuba

O Presidente cubano, Raul Castro, contestou, esta segunda-feira, a existência de prisioneiros políticos em Cuba, quando questionado por um jornalista norte-americano sobre esta matéria numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo norte-americano, Barack Obama.

"Dê-me uma lista dos prisioneiros políticos e irei libertá-los imediatamente", afirmou Castro, quando questionado sobre os Direitos Humanos e os prisioneiros políticos naquela ilha.

"Após este encontro, pode dar-me a lista de prisioneiros políticos. E se tivermos esses presos políticos, serão todos libertados antes de a noite acabar", acrescentou.

Ainda em declarações aos jornalistas, o líder cubano afirmou esperar que os Estados Unidos e Cuba "aceitem as diferenças" entre os dois países e que privilegiem os vínculos entre eles em benefício dos povos cubano e norte-americano.

Cuba e Estados Unidos devem "aceitar e respeitar as diferenças e não torná-las o centro das relações [entre os dois países], e promover vínculos que privilegiem o benefício dos dois países e dos respetivos povos", disse Castro, após um encontro com o homólogo norte-americano, Barack Obama.

O encontro bilateral entre os líderes cubano e norte-americano aconteceu no âmbito da visita oficial de Obama à ilha caribenha - o primeiro Presidente norte-americano em exercício a pisar solo cubano em quase nove décadas -, e do processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, que durante mais de meio século viveram de costas voltadas.

Após mais de 50 anos sem relações diplomáticas, os Estados Unidos e Cuba anunciaram a 17 de dezembro de 2014 uma aproximação histórica entre os dois países, separados unicamente pelos 150 quilómetros do Estreito da Florida.

Depois de vários meses de rondas negociais, os líderes norte-americano e cubano, Barack Obama e Raul Castro, anunciaram a 1 de julho de 2015 o restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura de embaixadas nas capitais de cada país.

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