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Pedro Sánchez aceita convite do rei para formar Governo

Pedro Sánchez aceita convite do rei para formar Governo

O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, anunciou esta terça-feira que aceitou o convite do rei de Espanha para formar Governo e "tirar o país" da situação de bloqueio mais de 40 dias após as eleições.

"Agradeço a confiança depositada em mim e no grupo parlamentar do PSOE pelo chefe de Estado [Felipe VI] e anuncio solenemente que vamos assumir essa responsabilidade e vamos tentar formar governo", disse Sánchez numa conferência de imprensa no Congresso dos Deputados (parlamento espanhol).

Para Sánchez, o PSOE "assume a sua responsabilidade para com Espanha, para que os espanhóis tenham um governo após mais de 40 dias decorridos desde as eleições gerais [a 20 de dezembro]".

O PSOE conseguiu 90 deputados nas eleições gerais, atrás dos 123 do PP de Mariano Rajoy, pelo que terá de fazer acordos com mais de um partido. O Podemos (69 deputados) já lhe propôs formar um governo de coligação (juntamente com os comunistas da Izquierda Unida), mas ainda assim Pedro Sánchez e o PSOE precisariam de apoios adicionais para contrariar o mais que certo voto contra do PP.

O PSOE pretende governar sozinho, mas contando com apoios parlamentares à esquerda (Podemos e Izquierda Unida, entre outros) e à direita (Ciudadanos, centro-direita). No entanto, o Podemos rejeita entrar num Governo com o Ciudadanos, e o Ciudadanos (40 deputados) rejeita apoiar o Podemos.

Sánchez acrescentou que vai iniciar de imediato as negociações para tentar formar governo, mas respeitando sempre a soberania de Espanha. O Podemos defendeu e tem defendido um referendo sobre a independência na Catalunha. Outras forças, nomeadamente as catalãs, defendem a resolução rumo a uma declaração de soberania adotada pelo parlamento catalão.

O rei de Espanha, Felipe VI, convidou o líder socialista a formar governo, esta terça-feira.

O presidente da Mesa do Congresso dos Deputados, Patxi López, adiantou que falou com Pedro Sánchez para saber quanto tempo o líder socialista necessitava para concluir negociações com as restantes forças e que este lhe comunicou que o PSOE precisa de três semanas a um mês.

"É razoável ter esse tempo. Também há que ter em conta que ambos os partidos (Podemos e PSOE) têm de consultar as suas bases", disse Patxi López.

Findo esse período de negociações, Patxi López convocará a Junta de Porta-vozes (que em Portugal se conhece como Conferência de Líderes parlamentares) para que esta determine a data da sessão plenária para a primeira votação de investidura.

Nesse dia começa um período de dois meses para que os deputados espanhóis consigam eleger um presidente do Governo.

Se os deputados não conseguirem eleger um presidente do Governo em dois meses, o Congresso dos Deputados fica dissolvido e convocam-se novas eleições gerais em Espanha.

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