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Temer pede suspensão do inquérito de que é alvo

Temer pede suspensão do inquérito de que é alvo

Michel Temer pediu, este sábado, que o inquérito de que é alvo por parte do Supremo Tribunal seja suspenso.

O presidente do Brasil fez uma nova declaração ao país, depois de o jornal "Folha de São Paulo", ter noticiado que a gravação áudio de uma conversa de Michel Temer com o empresário Joesley Batista, revelada esta semana teve cortes, ou seja, foi editada.

"Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos e incluída no inquérito sem a devida e adequada averiguação. Levou muitas pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil", garantiu Michel Temer na conferência de imprensa deste sábado.

Posto isto, o presidente brasileiro garante que vai entregar uma petição ao Supremo Tribunal Federal do Brasil "para suspender o inquérito até que seja verificada a autenticidade da gravação clandestina".

Na mesma declaração, Temer acusou o dono da JBS, Joesley Batista, de cometer o "crime perfeito" ao manipular a moeda brasileira. "Antes de entregar a gravação [Joesley] comprou um bilhão (mil milhões) de dólares porque sabia que isso provocaria o caos no cambio", disse o presidente do Brasil. "A JBS lucrou milhões e milhões de dólares em menos de 24h", acrescentou.

Temer acrescentou que o Brasil vive agora "dias de incerteza" e Joesley Batista "não passou um dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado e não foi punido".

"Estamos acabando com os velhos tempos das facilidades aos oportunistas", mas "há quem me queira tirar do Governo para voltar aos tempos em que faziam o que queriam sem prestar contas a ninguém", salientou Temer.

Michel Temer foi acusado de corrupção passiva e formação de organização criminosa. A acusação consta no documento que a Procuradoria Geral da República (PGR) dirigiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que está na origem da abertura de um inquérito contra o chefe de Estado brasileiro.

Na passada quinta-feira, Michel Temer anunciou que não iria renunciar ao cargo após a abertura do inquérito com base numa gravação na qual conversa com o empresário Joesley Batista e autoriza o pagamento de suborno ao ex-deputado Eduardo Cunha para garantir o seu silêncio, no âmbito dos casos de corrupção da Operação Lata Jato.

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