Religião

Testemunhas de Jeová pagam 22 milhões de euros por abuso sexual

Testemunhas de Jeová pagam 22 milhões de euros por abuso sexual

O júri de um tribunal norte-americano condenou as Testemunhas de Jeová da congregação de Fremont, na Califórnia, a pagarem cerca de 22 milhões de euros a uma jovem que terá sido abusada por um dos membros da instituição.

Os membros do júri decidiram, em julgamento, que Candace Conti, atualmente com 26 anos, deverá ser indemnizada em seis milhões de euros como compensação pelos danos sofridos e em 16 milhões pelos danos morais.

Candace contou em tribunal que, durante dois anos, foi abusada sexualmente por um membro da congregação de Testemunhas de Jeová de Fremont, nos Estados Unidos de América, da qual também fazia parte.

Jonathan Kendrick, autor dos ataques, abusou de Candace, entre 1995 e 1996, quando a jovem tinha 9 anos de idade e está agora no centro do caso que envolve a maior indemnização paga a uma só vítima por abusos sexuais religiosos no país.

Segundo o jornal "The New York Times", o valor estipulado em tribunal irá ser pago por Kendrick, condenado a pagar 60% da quantia, e pela "Watchtower Bible and Tract Society", organização que supervisiona as Testemunhas de Jeová, nos EUA.

"As Testemunhas de Jeová odeiam o abuso infantil, aliás, acredito que esta é uma praga para a humanidade", frisou Jim McCabe, advogado da congregação.

"Jonathan Kendrick não era um líder nem um pastor, era apenas um membro da instituição", acrescentou.

Os responsáveis pelo processo alegam que a "Watchtower Bible and Tract Society" terá instaurado uma política de ocultação dos abusos a menores praticados dentro da congregação. A regra, imposta em 1989, acabou por ser aplicada ao caso de Candace Conti.

Candace disse que "queria proteger as crianças no futuro e dar voz às vítimas de abusos sexuais que têm sido afectadas por esta política de silêncio", explicando as razões que a levaram a acusar Kendrick, em 2011. "Nada me pode devolver a infância", frisou.

Jonathan Kendrick, de 58 anos, não chegou a ser condenado a pena de prisão relativamente ao caso de Candace. Contudo, está registado como um predador sexual por ter abusado de um rapaz de 14 anos, em 2004.

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