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Estado Islâmico reivindica atentados em Jacarta

Estado Islâmico reivindica atentados em Jacarta

Cinco atacantes e dois civis morreram, esta quinta-feira, na sequência de múltiplas explosões e disparos ocorridos na capital da Indonésia, Jacarta. O grupo radical Estado Islâmico reivindicou os atentados.

Numa declaração em árabe divulgada na Internet, o movimento jiadista afirma que várias bombas "explodiram quando quatro soldados do califado realizaram ataques com armas ligeiras e cintos de explosivos".

Segundo o comunicado, os ataques tiveram como alvo um ajuntamento de cidadãos da "coligação dos cruzados", uma referência à aliança de países liderada pelos Estados Unidos que combate o EI no Iraque e na Síria. Naquela zona da cidade estão também situadas embaixadas e escritórios das Nações Unidas.

Uma enigmática mensagem do EI, a anunciar "um concerto na Indonésia" que "será notícia em todo o Mundo", já tinha lançado suspeitas sobre a origem dos ataques.

A polícia indonésia declarou o final dos ataques após várias horas e garantiu que todos os atacantes tinham sido mortos.

"Cinco terroristas estão mortos", disse o ministro da Segurança. Luhut Panjaitan, aos jornalistas. Dois civis também morreram, um é indonésio, acrescentou o ministro, o outro é canadiano, segundo a BBC.

Ainda de acordo com a BBC, um funcionário da agência ambiental das Nações Unidas, de nacionalidade holandesa, ficou ferido com gravidade.

Dos cinco atacantes, três foram mortos em tiroteios junto ao "Jakarta Theatre" e dois morreram num ataque suicida junto a um posto da polícia próximo de um café Starbucks.

Outras 20 pessoas, incluindo cinco polícias, ficaram feridas na sequência dos ataques, que motivaram um aviso da embaixada portuguesa aos cidadãos nacionais atualmente em Jacarta.

Segundo o porta-voz da polícia, Anton Charliyan, os ataques começaram com uma explosão suicida num café da cadeia Starbucks, em frente a um centro comercial.

Ao mesmo tempo que a explosão ocorreu, dois atacantes armados esperavam no exterior e fizeram dois reféns. Depois de ouvirem a explosão, vários agentes deslocaram-se para a zona e mataram os atacantes.

"Logo a seguir, dois homens, que abandonaram a motorizada em que se deslocavam, correram para uma esquadra e fizeram-se explodir", explicou. Quatro responsáveis policiais, que estavam no interior do edifício, ficaram gravemente feridos.

Quatro engenhos explosivos foram detonados durante os ataques - um no Starbucks, depois do atentado bombista, e durante um tiroteio entre a polícia e os atacantes.

O presidente indonésio, Joko "Jokowi" Widodo, considerou os ataques como um "ato de terrorismo" e ordenou às forças de segurança que persigam e capturem os autores e a rede que os apoia.

"Recebi já informações sobre as explosões na rua Thamrin em Jacarta. Expresso as minhas condolências às vítimas e condenamos o ataque que causou receios na sociedade", disse aos jornalistas indonésios.

O chefe de Estado antecipou o seu regresso a Jacarta para acompanhar os ataques levados a cabo por um grupo indeterminado de pessoas e que, segundo a televisão indonésia Metro TV, causaram pelo menos seis mortos.

Jowo Widodo disse ter ordenado ao chefe nacional da polícia e ao ministro de assuntos políticos e de segurança que os autores do ataque sejam procurados e capturados, assim como os elementos da rede que integram.

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