EUA

Trump faz piada escatológica em resposta a insinuação de perversão

Trump faz piada escatológica em resposta a insinuação de perversão

Donald Trump reagiu no sítio do costume, o Twitter, às insinuações de que teria entrado em jogos sexuais pervertidos num hotel de Moscovo e que os russos sabem disso.

São 35 páginas de "revelações" alegadamente comprometedoras para Donald Trump e que estarão nas mãos dos russos. Entre a informação estaria um episódio de contornos rocambolescos, que junta o alegado ódio de Trump ao casal Obama e uma perversão sexual, denominada de "chuva dourada" (urinar em frente ou em cima do parceiro).

Numa dessas páginas lê-se que Trump terá ficado no mesmo quarto de hotel, no Ritz Carlton de Moscovo, onde antes teria pernoitado o presidente cessante. Segundo mais do que uma fonte citada nos referidos documentos e noticiados pela CNN, o presidente eleito contratou três prostitutas para urinarem na cama onde teria dormido Obama e a mulher.

"Os serviços de informação não devem permitir que este tipo de notícias falsas "vertam" para o público", escreveu Donal Trump no Twitter, com aspas em "leak", sublinhando o intencional do trocadilho com o calão americano para urinar.

A segunda parte daqueles 140 carateres volta à linha tradicional do presidente eleito. "Um último disparo sobre mim. Estaremos a viver na Alemanha Nazi?"

O post, publicado cerca das 12.30 horas de Portugal, é o último de quatro em que Trump se defende das acusações de estar comprometido com a Rússia.

"A Rússia nunca tentou influenciar-me. NÃO TENHO NADA A VER COM A RÚSSIA: NEM NEGÓCIOS, NEM EMPRÉSTIMOS, NADA!", escreveu Trump na rede social Twitter sobre as alegações veiculadas pela CNN e outros "media".

A CNN, o Washington Post e o New York Times, entre outros, publicaram na terça-feira notícias citando um relatório dos serviços de informações dos EUA segundo o qual a Rússia tem informação comprometedora suficiente para "chantagear" Donald Trump.

Pelo menos, parte da informação apurada foi obtida por um ex-agente do serviço de informações britânico MI6, que esteve colocado em Moscovo na década de 1990 e agora tem uma empresa, adianta a televisão de Atlanta. As suas investigações começaram por ser financiadas por apoiantes de opositores de Trump durante as primárias republicanas.

Aquelas duas páginas com a alegada informação comprometedora, de caráter pessoal e financeiro, segundo a CNN, serão de conhecimento muito reservado. Apenas Obama, Trump e os quatro líderes partidários do Congresso e os quatro principais membros das comissões de Informações do Senado e da Casa dos Representantes conheceriam o seu conteúdo, além dos dirigentes dos serviços de informações.

As páginas sintetizariam um conjunto de 35, que a CNN garantiu já ter visto, que, noticiou, o senador republicano John McCain já teria entregado ao diretor do FBI.

Além da eventual informação pessoal e financeira comprometedora, a CNN adiantou ainda que a sinopse de duas páginas incluiria alegações da existência de um fluxo contínuo de informação entre Trump e o Governo russo, com recurso a vários intermediários.

Recomendadas

Outros conteúdos GM

Conteúdo Patrocinado