Eleições na Ucrânia

Ucrânia volta a correr o risco de desintegração

Ucrânia volta a correr o risco de desintegração

Independentemente de qual dos dois candidatos vença as eleições presidenciais na Ucrânia, o futuro Presidente do país tem sérios problemas para resolver, escreve hoje, segunda-feira, a imprensa ucraniana.

"Tal como nas eleições presidenciais passadas, a escolha não foi de todo o país: uma parte está pintada de azul e amarelo (cores de Victor Ianukovitch) e outra de vermelho e branco (cores de Iúlia Timochenko)", escreve o diário Segodnia.

Segundo este jornal, "esta eleição já passou à história e é muito mais importante saber se será possível misturar essas cores numa só".

O jornal Kommersant chama a atenção para o facto de "a vitória de Ianukovitch não ter sido convincente como esperava" e de "se conservar a intriga", o que levou Iúlia Timochenko a apelar "à luta por cada voto".

O diário Gazeta po-Kievskii sublinha o facto de estas eleições terem revelado dois importantes traços: "na Ucrânia aprenderam a realizar eleições civilizadas" e "os ucranianos aprenderam a avaliar o poder pelos seus méritos".

"A Ucrânia elegerá para o cargo de Presidente uma mulher dentro de 40 anos", considera o jornal electrónico Ukrainskaia Pravda.

"A democracia nos Estados Unidos chegou a um nível que, da última vez, os democratas escolheram o seu candidato entre uma mulher e um negro. Na Ucrânia fomos mais longe: escolhemos entre uma mulher e um cadastrado", escreve o diário.

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