Espanha

Uma nova era política nasce em Espanha

Uma nova era política nasce em Espanha

Agendadas para domingo, as eleições regionais e municipais inauguram o fim do bipartidarismo em Espanha. Os dois partidos tradicionais: PP e PSOE têm agora que dividir o tabuleiro político com as duas formações emergentes em alta: a formação anti-austeridade Podemos e o partido liberal Cidadãos.

Quatro anos depois do movimento 15M inundar as praças espanholas, começa o anunciado "ano da mudança", em que os protagonistas das manifestações estão a um passo de entrar na política institucional. Um ciclo que culminará no outono com as eleições legislativas e que poderá transformar definitivamente o mapa político.

O aumento das opções deu origem também ao eleitorado mais indeciso das últimas décadas (entre 30% e 45% ainda não decidiu em quem votar, segundo o Centro de Investigações Sociológicas). Por isso, os resultados de amanhã são também os mais incertos de sempre, estando vários municípios e comunidades autónomas em empate técnico.

Há somente uma certeza: para trás ficou a era das maiorias absolutas, que permitia aos dois partidos tradicionais governar sem sobressaltos. Se, até aqui, PP e PSOE conseguiam obter votações que, em conjunto, somavam entre 75 e 80% dos votos, desta vez, populares e socialistas juntos poderão ficar abaixo dos 50%, o que já se verificou nas eleições europeias (49,1%).

Salvo algumas exceções, tanto nas 13 comunidades autónomas que vão a votos (Andaluzia, Catalunha, País Basco e Galiza foram às urnas anteriormente), como nos 8116 municípios, será difícil assistir a maiorias sólidas que permitam governar sem coligação. Assim, a recente entrada em cena do Podemos e Cidadãos obrigará a uma mais difícil governabilidade, necessariamente pautada por pactos, acordos e negociações.

Exemplo disso é o cenário na Andaluzia onde, apesar da vitória alcançada pelo PSOE de Susana Díaz em março (com 35,4%), a líder regional ainda não conseguiu formar governo.

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