transexualidade

Uma transexual na política colombiana

Uma transexual na política colombiana

É a primeira vez que uma transexual ocupa um cargo político na Colômbia. Com 34 anos, Tatiana Piñeros faz história ao mesmo tempo que gere seis mil funcionários e um orçamento de milhões de euros.

A nova directora da Secretaria de Integração Social de Bogotá garante que nunca a verão envergonhada na rua por ser transexual. "Sou uma mulher com 1.75 metros de altura e uso saltos altos. Chamo a atenção não por ser 'transexual', mas pela minha altura. E porque caminho com graciosidade e segurança", disse Tatiana Piñeros ao jornal espanhol "El Mundo".

A nova aposta da Câmara Municipal da capital colombiana tem a seu cargo um dos projectos mais importantes para o autarca Gustavo Petro: criar uma rede de seis mil jardins de infância. Cerca de 220 milhões de euros estão envolvidos nesta missão. Mas desde que assumiu o cargo, a vida pessoal de Tatiana Piñeros tem sido o alvo de todo o interesse.

Vai à missa todos os domingos e vive com um só objectivo - ser feliz. Na sua nova posição política diz estar ciente de que o facto de ser transexual não lhe permitirá ter o direito de falhar. "Os heterossexuais podem fazer outros trabalhos mesmo não tendo qualificações, mas um transexual nem mesas pode limpar", disse ao diário espanhol. "Temos que ser as melhores".

Toda a vida sentiu que era uma mulher, mas só há cinco anos fez a mudança de sexo. Hoje, descreve-se como uma mulher "forte e sensível" e diz que a sua condição sexual a obrigou a cultivar uma "personalidade de ferro".

Defensora de uma política sem ataques pessoais, Tatiana Piñeros espera que, no final do seu mandato, daqui a quatro anos, Bogotá seja uma cidade "inclusiva, próspera e humana".

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