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A história da "mulher mais feia do mundo"

A história da "mulher mais feia do mundo"

Considerada como a "mulher mais feia do mundo", depois como o "elo perdido" da evolução do homem, Julia Pastrana foi exposta em circos pelo marido e continuou a percorrer o mundo e os laboratórios científicos depois de morrer, em 1860.

Nascida em 1834 no México, a "mulher mais feia do mundo", cresceu como criada em casa de uma abastada família mexicana. O aspecto símio fazia crer aos cientistas que Julia era o resultado de uma relação pecaminosa entre o Homem e o macaco.

Julia media 1,37 metros, tinha barba e um queixo muito saliente, o que a assemelhava a um macaco. Tinha pelos por todo o corpo, em especial nas costas, tinha gengivas salientes e uma dupla fila de dentes.

Chegada a Londres em 1857, depois de uma volta pelos EUA e pelo Canadá, acabou por percorrer a Europa com circos e teatros, a única hipótese de ter sobrevivido na época. No século XIX, nascer com deformações significava, quase sempre, ser assassinado ou condenado a morrer em asilos.

O único estudo que se conhece feito com o corpo de Julia Pastrana veio mostrar que a mulher sofria de hipertricose congénita generalizada em fase terminal, vulgarmente conhecida como Sídrome do Lobisomem, com hiperplasia gengival.

Quando desembarcou na Inglaterra, Julia Pastrana não chegou sozinha. Acompanhava-a o seu intérprete e futuro marido, Theodore Lent, do qual nunca se separou. Para o conquistar, Pastrana minimizava o aspecto "monstruoso" cantando com voz de meio-soprano e tocando guitarra. As investigações publicadas falam de uma mulher doce, educada e extremamente inteligente, que amava ler e falava três idiomas.

Theodore Lent, com quem casou em 1854, começou a exibir massivamente a esposa. Para além de vender bilhetes para assistir aos espectáculos da mulher, fez passes privados para mostrá-la na sala da própria casa.

Julia Pastrana engravidou em 1860 e Lent decidiu, também, rentabilizar o parto, vendendo entradas para assistir ao nascimento do filho. Pastrana deu à luz um menino que herdou as suas características físicas mas que apenas viveu 35 horas.

Pastrana morreu dois dias depois do parto numa horrível agonia, que o marido também rentabilizou economicamente. Lent mandou mumificar o corpo de Julia e do bebé recém-nascido e colocou-os numa vitrina para mostrar a todo o mundo.

Quando o "empresário" morreu, o corpo da mulher passou de um dono para outro até que em 1973 fez a última grande volta pela Suécia.

A partir daí começou uma peregrinação por institutos forenses e universidades até que terminou no Instituto de Ciências Médicas da Universidade de Oslo, Noruega.

Anderson Barbata, uma artista mexicana, começou a investigar a vida de Julia Pastrana e decidiu que a quer levar para o México para ser sepultada na sua terra. Nas suas pesquisas descobriu que Pastrana foi baptizada na religião católica.

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