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Grávida usou câmara oculta para denunciar quem não cedeu lugar

Grávida usou câmara oculta para denunciar quem não cedeu lugar

Após nove meses de gravidez sem que lhe cedessem o lugar no metro de Londres, Miri Michaeli Schwartz resolveu viajar com uma câmara oculta para registar a falta de civismo dos passageiros.

A jornalista, correspondente do canal de notícias israelita Channel 10, postou o vídeo na sua página de Facebook, com um texto onde explica a sua frustração com os passageiros do metro londrino.

Logo no início da gravidez, Miri decidiu utilizar o crachá "Bebé a bordo" - criado pela empresa de transportes para permitir que as mulheres grávidas sejam identificadas pelos outros passageiros - uma ideia que considerou "brilhante", uma vez que nesta fase da gestação não se registam alterações físicas muito visíveis.

"Orgulhosa e feliz, utilizei o crachá, na esperança de que as pessoas se apercebessem e me disponibilizassem os lugares prioritários quando eu precisasse. Mas isso não aconteceu", começa por relatar a jornalista no "post" que escreveu na sua página de Facebook.

"Depois, pensei que os londrinos apenas se levantavam para mulheres num estado mais avançado da gravidez. Fiquei frustrada, porque não parecia suficientemente grávida", continua. "Agora, do alto das minhas 38 semanas de gravidez, quando não há como ignorarem a minha enorme barriga (com uma linda menina dentro dela), posso dizer-vos que os passageiros do metro de Londres simplesmente não querem saber".

Foi esta conclusão que a fez pegar numa câmara oculta para registar a odisseia de um dia normal neste transporte público inglês, em que fica longas horas de pé, a balançar na carruagem, exausta e inchada, perante o olhar impávido de muitos passageiros ou da tentativa de darem a entender que não a estão a ver. Levantar o jornal, pegar no telefone ou colocar os auscultares são algumas das estratégias que viu vários passageiros utilizarem para ignorar a sua presença.

"Os passageiros veem-me, veem-me balançar, às vezes até me encaram, mas não se levantam, mesmo quando saem da carruagem na paragem seguinte ou estão sentados nos lugares prioritários para grávidas". Miri destaca o caso de uma mãe que aparece no vídeo a fazer os trabalhos de casa com o filho - num lugar assinalado como prioritário para grávidas, idosos e pessoas com crianças de colo -, salientando a oportunidade que esta perdeu de dar ao filho uma lição de respeito pelos outros.

"De vez em quando há algumas pessoas corretas no metro, como se pode ver no final do vídeo. Infelizmente, não são a maioria", conclui.

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