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Casos de Malária descem em Angola

Casos de Malária descem em Angola

Angola registou 6025 mortes por malária até Outubro, menos do que as 8100 registadas em todo o ano de 2010, revelou o coordenador do programa angolano de luta contra a malária, Filomeno Fortes.

"Em 2000, Angola tinha 20 mil óbitos por malária. Em 2010, este número desceu para 8100 casos. Em 2011, até ao mês de Outubro, registámos apenas 6025 óbitos", explicou o coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Malária, que falava na segunda-feira, durante o seminário sobre "O papel dos Media na prevenção da malária em Angola".

Filomeno Fortes disse que esta redução tem impacto directo nas taxas de mortalidade infantil e de mortalidade materna e explicou que as principais intervenções de controlo da malária em Angola assentam no diagnóstico e tratamento, bem como nas medidas preventivas, sobretudo na distribuição de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, na luta contra o insecto que transmite a doença e na educação para a saúde.

Referiu, ainda, que os testes rápidos têm contribuído para a melhoria do diagnóstico em todos os municípios e a prescrição de medicamentos tem reduzido o aparecimento de casos graves.

No entanto, admitiu a necessidade de mais redes mosquiteiras, testes rápidos e uma maior aposta na pulverização interna de habitações com insecticida de efeito residual, para poder atingir as metas preconizadas nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Filomeno Fortes afirmou que os desafios para os próximos quatro anos apontam para a melhoria do saneamento, do diagnóstico e tratamento. Reforçar as medidas preventivas e a mobilização comunitária também se enquadram nos desafios a ser atingidos nos próximos anos.

"Angola está a desenvolver com os países da África Austral iniciativas de controlo da malária a nível das fronteiras" sublinhou.

O mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a malária, divulgado no passado dia 13, coloca Angola como o nono país com mais mortes atribuídas à malária entre os 43 países africanos, onde a doença é endémica. Segundo o mesmo relatório, o número de casos prováveis e confirmados não só não diminuiu nos últimos dez anos, como aumentou, de dois milhões em 2000 para 2,78 milhões no ano passado.

A totalidade da população angolana está em elevado risco de transmissão de malária com mais de um caso registado em cada 1000 habitantes, revela ainda a OMS.

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