Nacional

Escola com regras claras e professores disponíveis

Escola com regras claras e professores disponíveis

No átrio da escola, que ainda cheira a paredes frescas de tinta, o sorriso da telefonista Zélia Carmo não podia ser mais rasgado. "Nós merecemos, principalmente num ano como este".

A reacção multiplicava-se à medida que a notícia era conhecida: a Aurélia de Sousa é a escola pública, de grande dimensão, mais bem classificada no ranking do Ensino Secundário.

Nesta como nas escolas de excelência, o sucesso não é uma fórmula mágica nem é fruto do acaso. A directora Delfina Rodrigues fala da importância de regras claras, de um corpo docente estável, motivado e disponível para os alunos dentro e fora das aulas, da participação activa dos pais e de um projecto educativo abrangente, que passa não só por uma boa preparação científica, mas também por uma sólida formação para a cidadania.

Por isso, na Escola Secundária/3.º Ciclo Aurélia de Sousa, há muito mais do que aulas. Dança, teatro, xadrez, tiro com arco, fotografia são algumas das actividades que podem ser praticadas neste estabelecimento de ensino, fundado há 51 anos para formar as meninas nos lavores femininos. E, depois de anos num edifício que já não conseguia dar resposta às necessidades actuais (era impossível ligar todos os computadores ao mesmo tempo, por exemplo), a escola dispõe agora de óptimas condições num espaço requalificado.

"Aqui a relação professor-aluno é muito próxima. Podemos contar com eles para tudo, até para nos apoiarem em assuntos pessoais", salienta Rita Cordeiro, aluna do 12.º ano. Os docentes são atentos às necessidades dos alunos, mas não descuram o cumprimento das regras. Chegar atrasado dá direito a falta, os trabalhos de casa são regularmente fiscalizados e, até no recreio, há normas a cumprir, explica a aluna.

Alexandra Azevedo, presidente da Associação de Pais, valoriza a disciplina como um dos muitos pontos positivos da Aurélia de Sousa e reconhece que o apoio dos encarregados de educação à manutenção das regras é essencial. Mãe de um aluno do 11.º ano que ingressou naquele estabelecimento de ensino no 7.º, frisa que o sucesso académico é o resultado de "bons professores, bons funcionários, bons pais e bons alunos". "Só assim pode funcionar bem."

Os alunos da Aurélia de Sousa não escondem o sentimento de que lá é mais difícil tirar notas muito elevadas, mas não se queixam. "Na sala de aulas, o ambiente é de trabalho. Os professores exigem muito de nós, mas preparam-nos muito bem para os exames e para a universidade", conta Maria Manuela Santos, aluna do 12.º ano.

Gabriela Arantes fala em trabalho orientado por objectivos. Se um aluno quer entrar num curso superior com média de 17, essa é a meta. "Puxam muito por nós, dão muito apoio para conseguirmos atingir os nossos objectivos", diz.

Conteúdo Patrocinado