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BE e PCP reúnem-se em "momento especial" que obriga ao "diálogo"

BE e PCP reúnem-se em "momento especial" que obriga ao "diálogo"

O BE e o PCP vão encontrar-se na sexta-feira, a convite do Bloco, tendo o dirigente bloquista Jorge Costa defendido que este "momento especial" obriga quem se opõe às "políticas de recessão" ao "diálogo".

"Estamos na iminência de uma intervenção externa no país, com apelos da direita nesse sentido. Este momento especial obriga aqueles que se têm oposto às políticas de recessão ao encontro e ao diálogo", afirmou Jorge Costa, à Lusa.

A comissão política do Bloco de Esquerda convidou a direcção do PCP para uma reunião sobre a crise política e social, um encontro que foi aceite e marcado para as 11 horas da próxima sexta-feira, dia 8 de Abril, na Assembleia da República, fruto de um convite da Comissão Política.

Em cima da mesa estará, afirmou Jorge Costa, "uma troca de impressões sobre o momento político, não tem outro alcance além desta troca de impressões".

"Tem havido contactos regulares normais entre os dirigentes dos dois partidos", disse.

Os comunistas divulgaram um comunicado de imprensa onde afirmam que "este encontro insere-se no quadro de um normal relacionamento inter-partidário ainda mais justificado pelo agravamento da situação económica e social" e "tem lugar ainda num quadro mais alargado de contactos que o PCP terá com diversas organizações económicas e sociais".

O PCP diz que o encontro é "destinado a uma avaliação mútua sobre a situação política, económica e social do país".

Os comunistas decidiram no domingo ir a votos em coligação com o PEV e expressaram a expectativa de que as eleições permitam a "formação de um governo patriótico e de esquerda", aberto ao BE mas não ao PS de Sócrates.

"Um Governo cuja viabilidade e apoio político e institucional está nas mãos do povo português com a sua posição, a sua luta e o seu voto", declarou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no final da reunião do Comité Central.

O órgão máximo do PCP entre congressos considerou que a formação de um "governo patriótico e de esquerda" é um "imperativo inadiável" e recusou a ideia de um "governo de salvação nacional" constituído pelo PS, PSD e CDS-PP, "aqueles que têm enterrado e querem continuar a enterrar o país".

Questionado sobre se na perspectiva do PCP um governo "patriótico e de esquerda" inclui o BE, o secretário-geral comunista afirmou que "os patriotas e as pessoas sérias não estão só no PCP".

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