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Há "desvio" de três mil milhões no plano de reestruturação da CGD

Há "desvio" de três mil milhões no plano de reestruturação da CGD

O ministro das Finanças reiterou que há um "desvio" de três mil milhões de euros na Caixa Geral de Depósitos "entre o resultado operacional previsto inicialmente e o esperado para o final do plano de reestruturação", em 2017.

"Por análise da diferença entre o resultado operacional previsto inicialmente e o esperado para o final do plano de reestruturação em 2017, a perspetiva é de uma diferença de cerca de três mil milhões de euros. Foi a este desvio que me referi. É uma diferença entre um plano e a sua execução. E é assim que deve ser entendido e interpretado", assinalou Mário Centeno.

O governante falava na comissão de inquérito à Caixa, onde está a ser ouvido, e voltou a falar no desvio no plano de negócios do banco que já havia sinalizado no começo do mês em audição na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

O ministro frisou que plano de reestruturação que foi apresentado em 2013 na Caixa, "em resultado da operação de capitalização, assentou no compromisso de melhoria de um conjunto de rácios e performance".

Não obstante, e "apesar do esforço realizado ao longo deste tempo, com melhoramento de alguns indicadores de atividade", o facto é que "desde o início do plano de reestruturação, o desvio da evolução realizada frente ao plano definido tem vindo a ser significativo", continuou.

De todo o modo, o titular da pasta das Finanças do Governo do PS vincou que o executivo "não alimentará incertezas e ruído" sobre o banco público, algo que diz existir "nos últimos tempos".

"É importante transmitirmos, e todos os presentes nesta sala têm responsabilidade nisso, uma mensagem de tranquilidade e de confiança", advogou o governante.

Mário Centeno está a ser ouvido no parlamento e encerra o primeiro lote de audições na comissão de inquérito: na quarta-feira foi ouvido o ainda presidente da CGD, José de Matos e na quinta-feira os deputados escutaram as palavras do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

A comissão de inquérito à Caixa, imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, tomou posse a 05 de julho na Assembleia da República, e é presidida pelo deputado do PSD José Matos Correia.

A comissão debruça-se, por exemplo, sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e aborda ainda o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

Os trabalhos dos parlamentares são agora interrompidos para férias e a comissão de inquérito retoma a sua atividade no começo de setembro.

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