Fernando Nobre

Menezes critica "cena de histeria" em torno de Fernando Nobre

Menezes critica "cena de histeria" em torno de Fernando Nobre

O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes criticou a "cena de histeria" gerada em torno da "adesão" de Fernando Nobre ao projecto de Passos Coelho, considerando tratar-se de uma "opção individual" de alguém com "grande militância e isenção".

Comentando a recente apresentação de Fernando Nobre como cabeça de lista por Lisboa e nome a propor por Passos Coelho como candidato a presidente da Assembleia da República, Luís Filipe Menezes recordou que o médico "apoiou Fernando Nogueira, apoiou Durão Barroso, apoiou Mário Soares, apoiou Jorge Sampaio e apoiou Miguel Portas".

Neste sentido, disse, "é alguém que, momento a momento, faz opções individuais de uma militância de isenção e independência muito grandes".

Lamentando que "quando [Nobre] apoia determinada esquerda está tudo bem, mas quando apoia o PSD parece que se tornou num herege que tem que ser queimado na fogueira", Menezes recordou os casos de "Freitas do Amaral, [que] apoiou o Partido Socialista, Basílio Horta, [que] apoiou o Partido Socialista e Sousa Franco, [que] foi militante do CDS, presidente do PSD e passou para o Partido Socialista".

Nestes casos, disse, "nunca ninguém viu esta histeria no PSD ou no CDS, a chamar-lhes traidores ou vendidos. Houve um respeito da liberdade individual desses cidadãos".

Para o também presidente da Câmara de Gaia, vive-se actualmente "uma batalha comunicacional que não quer discutir o essencial, que é um país na bancarrota pela incompetência, pela leviandade e pela irresponsabilidade da actual maioria do actual primeiro-ministro".

"O resto - acrescentou - são 'fait divers'".

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