Legislativas 2015

Passos avisa que país pode perder investimentos sem Governo PSD/CDS

Passos avisa que país pode perder investimentos sem Governo PSD/CDS

Passos Coelho transmitiu a Cavaco Silva, no arranque da ronda de audições aos partidos em Belém, a preocupação com a possível fuga de investimento estrangeiro "se o país não tiver condições de previsibilidade governativa", esperando ser indigitado primeiro-ministro.

Após cerca de 40 minutos de encontro com o presidente da República, o líder do PSD admitiu que, se se mantiver o impasse governativo que já dura há 16 dias consecutivos, "o que acontecerá é que haverá um adiamento nas decisões do investimento em Portugal".

"A maior parte dos agentes económicos - quer sejam nacionais, quer não nacionais - adiarão as suas decisões à espera de uma clarificação política e isso só penalizará o investimento. E, portanto, a nossa capacidade para crescer, criar emprego", avisou, à saída da audição em Belém.

"Cremos também que a posição externa do país poderia ser colocada em causa, por ventura, se o país não estivesse em condições de prosseguir um caminho de saneamento das contas públicas, em garantir o desenvidamento do país, reforçou.

Um dia depois de o secretário-geral do PS, António Costa, ter rejeitado participar num Governo alargado com a coligação PSD/CDS-PP e admitido que está a procurar uma alternativa governativa à Esquerda, Passos frisou que a coligação Portugal à Frente (PàF) é a força que "naturalmente" deve constituir um Executivo e que os socialistas terão oportunidade de manifestar as suas intenções na Assembleia da República.

"O PS não deixará em sede parlamentar de assumir as suas responsabilidades", disse o social-democrata, aludindo quer a um voto socialista que permita à continuidade do Governo de Direita, quer aos orçamentos de Estado.

Aliás, o presidente do PSD fez questão de lembrar que no passado a bancada parlamentar social-democrata, a par da centrista, permitiu a manutenção de governos socialistas minoritários. "Já no passado aconteceu que governos que não tinham maioria no parlamento e governaram durante toda a legislatura", lembrou.

Entretanto, António Costa, acompanhado de alguns elementos do seu Secretariado Nacional, como Maria da Luz Rosinha, já entraram para a audição com Cavaco, seguindo-se o Bloco de Esquerda às 17 horas e depois o CDS-PP pelas 18 horas.

Quarta-feira, o presidente da República vai receber, pelas 10.30 horas, PCP, Partidos Ecologista os Verdes e PAN.

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